29 de dezembro de 2011

1890 - HUMILHAÇÃO PARA PORTUGAL PROTAGONIZADA POR INGLESES, ALEMÃES E FRANCESES, AMIGOS DA ONÇA, DESDE TEMPOS IDOS

O famoso Mapa Cor de Rosa (1886) cuja contestação, pela Inglaterra, levaria ao humilhante Ultimatum, de 1890... O  ultimato do governo britânico, então chefiado pelo primeiro ministro Lord Salisbury,  foi entregue a 11 de Janeiro de 1890 na forma de um Memorando que exigia a retirada das forças militares portuguesas, chefiadas pelo major Serpa Pinto,  do território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola (actuais Zimbabwé e Zâmbia).  Essa vasta região, de Angola à contra-costa, era reivindicada como direito histórico por Portugal. O  famoso Mapa cor-de-rosa terá nascido justamente da Conferência de Berlim (1884/85), na altura em que as grandes potências europeias (Inglaterra, Alemanha e França) disputam entre si a partilha de África...

Cartoon do grande Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905)... A claudicação de Portugal face às exigências britânicas será vista como uma suprema humilhação nacional pelos republicanos portugueses, que crucificaram o governo e o rei D. Carlos I. António de Serpa Pimentel será então nomeado primeiro-ministro, na sequência da queda do governo. Estes acontecimentos estão também na origem da criação de A Portuguesa, o nosso futuro hino nacional.

ANO NOVO ATRÁS DAS GRADES, O TAL QUE ANTES DE NASCER JÁ TEM O DESTINO TRAÇADO



















Não é muito simpático estarmos a desejar um Ano Novo muito bom, quando aqueles que deram cabo de tudo e agora tentam, às nossas custas, endireitar o que já nasceu torto, não deixaram um milímetro de liberdade ao Novo Ano para agir de moto próprio. 
Precisamos sim estar atentos, por que uma desgraça nunca vem só, e, é mais que certo, que virão no Novo Ano, por essa europa abaixo, uns mensageiros da desgraça e vão querer aproveitar-se da situação, ao abrigo das desgraças troikiano-infernais já implantadas e institucionalizadas, com a intenção de nos tirar o que já não temos.
Será bom não esquecer o ditado que nos lembra: " tudo o que nasce torto tarde ou nunca se endireita", Por isso amigos, em vez dum Bom Ano desejo para todos saúde e muita presença de espírito para estarmos atentos aos falsos profetas. - cuidado que eles vestem de fato e gravata, fazem-se transportar em aviões particulares e carros de alta segurança e tem secretárias e capangas para os serviços mais sujos -.
MM

23 de dezembro de 2011

OLHARES SOBRE A CRISE EM TEMPO DE NATAL

“Uma nação em crise não precisa de plano. Precisa de homens.”
( Eugênio Gudin )

“A crise histórica da humanidade reduz-se à crise de direção...
(Leon Trotsky)

“A pior das crises é a crise do dicionário.”
(José Ortega y Gasset)

“Quando escrita em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade.”
(John F. Kennedy)


“A intensidade da propaganda da crise, poderá ditar a velocidade do fio da guilhotina sobre a economia de um país.”
(Ivan Teorilang)

“Qualquer que seja a crise de tua vida, nunca destruas as flores da esperança para que possas colher os seus frutos.”
(Konrad Lorenz)

“Nas grandes crises, o coração parte-se ou endurece.”
(Honoré de Balzac)

“Os momentos de crise suscitam um redobrar de vida nos homens.”
( François René )

“Não existe crise económica, mas sim crise de falta de vergonha.”
 (Anthony Garotinho)

“É sabido que nos momentos de crise é que se cresce. Mas eu já bati com a cabeça no teto. “
(Mário Cury)

 “Face às crises da vida. Não te revoltes. Serve.”
(Emmanuel)
 
Numa época de crise em que todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lenços.
(desconhecido)

“As pequenas coisas. Não existe nada maior."

 (desconhecido)

"O maior erro é tentar fazer tudo certo."
 
(desconhecido)

"Uma mudança deixa sempre  o caminho aberto para outras."
(Nicolau Maquiavel)

"A verdadeira grandeza é a que não depende da humilhação dos outros."
(Alexandre Dumas)

"Aquilo a que chamamos acaso não é, não pode deixar de ser, senão a causa ignorada de um efeito conhecido."
(Voltaire)

"Não tenhas medo da perfeição, nunca vais atingi-la."
(Salvador Dali)
 

"São as atitudes que determinam o valor de cada um. O que tu dizes, com todo respeito, é apenas o que tu dizes."  
(desconhecido)


"Quero ser todas as coisas. Bem sei que a aurora tem a chave escondida em bosques raros, mas saberei encontrá-la."
(Federico G. Lorca)

"Era muito bom conseguires que a tua cabeça e o teu coração trabalhassem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos."
(Woody Allen)

"Não tomes decisões quando estiveres com raiva. Não faças promessas quando você estiveres feliz."
 
(desconhecido)


"Vai dar tudo certo...depois que tudo der errado." 
(desconhecido)



"Com o tempo tu percebes que para ser feliz precisas aprender a gostar de ti, a cuidar de ti e, principalmente, a gostar de quem também gosta de ti."
(Mário Quintana)

"Entre a dor e o nada, eu fico com a dor."
(William Faulkner)

"A renúncia é a libertação. Não poder é perder."
(Fernando Pessoa)

"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar.
(Caio Fernando Abreu)

"Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã e vai dormir à noite, e nesse meio tempo faz o que gosta."
(Bob Dylan)

22 de dezembro de 2011

PORTUGAL ESTÁ A ATRAVESSAR A PIOR CRISE

Que fazer?
Que esperar?
Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.


Eça de Queirós, in 'Correspondência (1891)

4 de dezembro de 2011

O Homem Deveria ser a Medida de Tudo


O homem deveria ser a medida de tudo. De facto, ele é um estranho no mundo que criou. Não soube organizar este mundo para ele, porque não possuía um conhecimento positivo da sua própria natureza. O enorme avanço das ciências das coisas inanimadas em relação às dos seres vivos é, portanto, um dos acontecimentos mais trágicos da história da humanidade. O meio construído pela nossa inteligência e pelas nossas intenções não se ajusta às nossas dimensões nem à nossa forma. Não nos serve. Sentimo-nos infelizes. Degeneramos moralmente e mentalmente.
São precisamente os grupos e as nações em que a civilização industrial atingiu o apogeu que mais enfraquecem. Neles, o retorno à barbárie é mais rápido. Permanecem sem defesa perante o meio adverso que a ciência lhes forneceu. Na verdade, a nossa civilização, tal como as que a antecederam, criou condições em que, por razões que não conhecemos exactamente, a própria vida se torna impossível. A inquietação e a infelicidade dos habitantes da nova cidade têm origem nas instituições políticas, económicas e sociais, mas sobretudo na sua própria degradação. São vítimas do atraso das ciências da vida em relação às da matéria.

Alexis Carrel, in 'O Homem esse Desconhecido'

3 de dezembro de 2011

EIS QUE A NOROESTE SURGE MAIS UM ARTISTA


É ele  Luís Fernando Pinheiro Brum, natural dos Biscoitos, arquitecto paisagista, que ontem deu a conhecer ao público terceirense a sua aptidão para o desenho. Trata-se duma exposição que está patente ao público no Foyer do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo. Merece uma apreciação calma e minuciosa, tal como minuciosos são os traços que resultam nos muitos desenhos ali expostos. Parabens ao Luís Fernando, que afirmava que a execução daqueles desenhos lhe dera muito gozo e aos pais, em cujos olhos se notava uma merecida ponta de orgulho.

MM

10 de outubro de 2011

DarCena - 2ª. Mostra de Teatro a Noroeste

Vai acontecer de novo este ano a DarCena - 2ª. Mostra de Teatro A Noroeste - desta feita com  comn dez espectáculos diferentes, sendo oito locais e 2 vindos de Lisboa.
Espera-se que o êxito de 2010 se repita.

31 de julho de 2011

A CRISE FINANCEIRA PORTUGUESA

A crise financeira portuguesa da dívida soberana está nas bocas do mundo, ao ponto de ter atingido o debate eleitoral finlandês. Estas notas de reflexão, não descurando a gravidade da falta de liquidez do Estado e da sociedade portuguesa, pretendem elencar as suas principais causas internas e externas situando-as na presente conjuntura geoestratégica mundial. A União Europeia tem imposto aos países comunitários critérios mais rigorosos de endividamento dos Estados para diminuir os défices orçamentais através dos Planos de Estabilidade e Crescimento (PECs).
 Convém perceber, sem escamotear a realidade, as causas estruturais que potenciaram a crise financeira da dívida soberana portuguesa. A Contemporaneidade está infestada do imediatismo mediático que faz perder aos cidadãos a necessidade de uma consciência que extravase os tempos curtos do presente. Daí que seja importante uma leitura que se alavanque na Memória Colectiva para tentar compreender as raízes profundas desta situação de crise nacional e internacional.
 Desde os anos 90 do século XX, tal como em décadas anteriores em outros países desenvolvidos, as classes médias habituaram-se a consumir, de forma fácil, com recurso ao crédito bancário que arrastou muitos cidadãos a endividarem-se por várias décadas para adquirirem bens essenciais ou supérfluos. Ao mesmo tempo, o Estado tem-se tornado crescentemente mais complexo, com mais responsabilidades sociais que o fez adoptar o critério de privatizações de propriedades e de empresas públicas para se conseguir financiar para além das receitas fiscais.
 O problema inerente a esta nefasta tendência tem sido a diminuição da Poupança Pública e das famílias num tempo de crescentes gastos. Por esta razão, tem todo o sentido a filosofia de austeridade que deve presidir às Políticas Públicas, aliás o execrável Ditador das Finanças, no final dos anos 20 e início dos anos 30, adoptou com sucesso este critério que lhe permitiu ascender politicamente. Longe de fazer qualquer panegírico a António Oliveira Salazar, devemos, no entanto, reconhecer-lhe este mérito de ter sabido pôr em ordem as finanças públicas. Os indivíduos, das classes médias, seduzidos pelos apelos do mercado acabaram por perder o hábito de amealhar poupanças, porque os produtos importados que inundaram o país e rechearam o Centros Comerciais e os Mega Centros Comerciais criaram necessidades de consumo irracionais.
 Na actualidade o modelo materialista, de base monetário, inspirado na excessivamente pragmática Civilização Romana tem feito depreciar o valor dos Bens Imateriais e das Ciências Humanas em favor dos Bens Materiais e da pretensa cientificidade, quase positivista, dada à Econometria. Aliás, o fervor materialista/imperialista dos Romanos conduziu-os à decadência Ética, que é um traço de grande semelhança com as sociedades Globalizadas do nosso tempo
.O actual endividamento do Estado Português decorre do sistema financeiro internacional sem peias, em que a especulação e as fraudes bancárias por via do Capitalismo pouco regulado devido aos paraísos fiscais é uma constante (veja-se, a este propósito, a interessante caricatura publicada por Joana Amaral Dias no Cortex Frontal), que tem potenciado as crescentes desigualdades entre Estados, sociedades e grupos económicos e sociais.
 Sem dúvida que a fraca competitividade da economia portuguesa ( veja-se o interessante artigo de Ricardo Pais Mamede, "Preocupados com o crescimento português ?" em Ladrões de Bicicletas ) que não se tem conseguido adaptar aos critérios da desbragada agressividade social da Globalização imposta pelos grandes potentados económicos foi um factor que potenciou o endividamento do Estado e da sociedade portuguesa. 
 Como causas mais imediatas da crise da dívida soberana portuguesa está a crise financeira de 2008 que se iniciou nos EUA e que contagiou os seus principais parceiros comerciais, designadamente a Europa. Esta crise financeira fez perceber aos países ocidentais que estavam a viver acima das suas possibilidades, porque muito do dinheiro emprestado resultava de complexos esquemas contabilísticos que não tinham uma sustentação real. Como dizia com acerto Ernâni Lopes as finanças ficaram desfasadas da economia real.
 Em 2010 estalou a crise financeira Grega devido aos endividamentos excessivos do Estado e da sociedade deste país, devido ao critério mais rigoroso de controlo dos défices públicos na União Europeia resultantes da meta dos 3% de endividamento estabelecido na Filosofia dos Programas Europeus de Estabilidade e Crescimento e à depreciação do Euro devido à forte competitividade das novas potências internacionais emergentes.
 As crises históricas nacionais das finanças públicas têm-se repetido desde o fim do século XIX e início do século XX ( É interessante consultar a visão ampla, histórica e internacional, de Francisco Seixas da Costa que se destaca no artigo "Embaixador diminuído ?" no blogue duas ou três coisas). No último quartel do século XIX, Portugal pediu empréstimos para se equipar em termos de construção de infra-estruturas viárias e ferroviárias que garantissem ao país a constituição de um espaço económico nacional. Efectivamente, de 1891 a 1902 instalou-se uma grave crise financeira no país devido à dificuldade de pagar aos credores externos, numa situação em que Portugal se encontrava em plena bancarrota. 
 Em meados dos anos 20 a crise financeira Angolana devido aos gastos excessivos na construção de infra-estruturas de comunicação e transporte nas grandes colónias africanas portuguesas colocaram o país à beira do colapso financeiro nos anos finais da 1ª República (1924-1926). Não nos esqueçamos que anteriormente o envolvimento de Portugal (1916-1918) na 1ª Guerra Mundial tinha deixado as finanças públicas na penúria.  
 Em 1977 e em 1983 Portugal pediu auxílio ao Fundo Monetário Internacional devido, nesse primeiro momento, às ondas alterosas do choque petrolífero e à instabilidade política pós-revolucionária e, nesse segundo momento, devido à inflação galopante que levou à necessidade da formação de um Bloco Central (PS-PSD) liderado por um político Humanista.
 A conjuntura geoestratégica mundial actual caracteriza-se por um endeusamento do mercado (a que vários autores chamam com propriedade teologia de mercado – Adriano Moreira) que conduziu à construção de um capitalismo financeiro desregulado por acção dos grandes interesses das Empresas Multinacionais que empurraram os governos bajuladores a adoptarem políticas neoliberais desde os meados dos anos 80 inspirados nos modelos políticos de Ronald Reagan e de Margaret Thatcher.
 Na actual conjuntura internacional, a Revolução tecnológica tem permitido uma vantajosa Globalização da informação, mas também desencadeou concomitantemente a produção de bens tecnológicos evanescentes que incitaram a um consumismo desregrado que está na origem do endividamento das famílias, tal como nos salienta com muita acuidade o Mestre Vitorino Magalhães Godinho. 
 Como já há vários anos nos vem lembrando, o Dr. Mário Soares, os Estados encontram-se dependentes das pressões das Grandes Multinacionais e, por isso, o poder político está enfraquecido de poder agir de acordo com ideais de justiça social, uma vez que o pragmatismo da “real politik” se tornou dominante. A verdade é que, sem esta independência do poder político, as causas justas mobilizadoras dos cidadãos não se agregam em torno dos partidos políticos e os cidadãos sentem-se cada vez menos identificados com os políticos por toda a Europa, daí as grandes manifestações de descontentamento popular (vale a pena ler e ouvir o post de Ana Paula Fitas "Da "Menina estás à janela" ao FMI - A Resistência da Esperança" e ainda o pertinente texto "Contra a Especulação, Assinar a Petição" no blogue A Nossa Candeia)
As novas potências emergentes (China, Índia, Brasil, etc.) têm alargado o grupo dos países mais ricos do mundo (G7, que passou a G8, que passou a G20) e a Europa tem perdido peso económico nesta transformação geopolítica. O projecto Europeu e a constituição da União Europeia, com uma moeda única, foram tentativas de resposta a estas ameaças externas, no entanto o drama demográfico dos países europeus e as condições, muitas vezes inumanas, de trabalho nas novas potências emergentes, em particular na China e na Índia, impedem uma competitividade salutar, porque se colocam em causa Direitos Humanos Fundamentais e conquistas Civilizacionais que dignificam o Homem como Pessoa. Sem este entendimento do Homem como Pessoa, e não como número de um quadro estatístico ou econométrico, a Humanidade entrará numa regressão sem precedentes na História Universal. 
 Em suma, a Europa tem que saber partilhar com o mundo o seu paradigma Humanista, que extravasa os limites das democracias tecnocráticas, para que se possa crer na bondade dos valores do Espírito Humanista e dos Direitos Humanos no sentido de se rumar a um mundo melhor que se preocupe com os níveis de qualidade de vida dos seus cidadãos. Daí que a mentalidade Humanista precise de ser valorizada e adoptada como critério de gestão na escolha de líderes políticos e empresariais na Europa para que se garanta a possibilidade de se concretizar uma autêntica justiça social.

Nuno Sotto Mayor Ferrão

25 de abril de 2011

ESTA PRESENÇA TERCEIRENSE NO CAMPO PEQUENO É SEM DÚVIDA UMA LANÇA EM LISBOA

É preciso que outras áreas: da cultura, do desporto, dos negócios, marquem presença, no continente e porque não em Lisboa. É urgente que isso aconteça, mas para tal é necessário levar as coisas muito a sério, de brincadeiras estamos todos muito cansados.
MM

19 de abril de 2011

NAS CRISES

com a devida vénia
 
Nas crises  são os mais pobres que padecem;
Porém, são os ricos e os políticos que as tecem!

popular
MM

16 de março de 2011

O FMI

O FMI

Anda por aí uma "escola" de pensamento fácil que é de opinião que a vinda do FMI em socorro das finanças portuguesas seria naturalmente desejável, por significar empréstimos a juros mais baixos dos que o que são praticados pelos mercados onde o Estado português se financia e, no essencial, representaria um sossego para estes. Essa "escola" - claro! - nunca se perguntou por que razão, se o cenário é assim tão róseo, todos os países mostram a maior relutância de terem de recorrer ao FMI.
Essa doutrina, que despreza, em absoluto, as dimensões de perda de soberania que o recurso a essa ajuda implicaria, para além do imprevisível pacote de medidas acrescidas de rigor que nos seria imposto, esquece um ponto essencial: a dívida mais importante com que Portugal se defronta - que não é a do Estado, mas a dos bancos nacionais - não seria abrangida por essa operação de "rescue". 

É estranho (será?) que poucos falem disto.

in: http://duas-ou-tres.blogspot.com

A MINHA IGNORÂNCIA

Por tudo o que se vem dizendo sobre o FMI eu não quero que aquele Fundo entre de novo em Portugal.
Por tudo o que dizem sobre o FMI, nós os menos dotados nestas matérias ,somos levados a concluir que o FMI é um clube de malfeitores que se governam à custa dos aflitos financeiramente. Pois bem, e aqueles que nos impõem juros tão altos  semana a semana que dificilmente poderemos pagar, não serão também um clube de malfeitores?
Mas, o que me confunde mais ainda é o facto de Portugal ser membro do FMI desde há 50 anos., somos as sim levados a acreditar que se trata de umas coisa boa, senão Portugal já tinha batido com a porta. Então porque é que essa instituição internacional à qual pertencemos não serve para nos ajudar, mas continuamos lá enquanto ajuda outros? É confuso não é?
Há aqui muito por contar. É verdade que se diz que o segredo é a alma do negócio, mas isto já deixou de ser negócio para passar a ser uma roubalheira.
Gostava muito de ser esclarecido, porque quando me vão ao bolso eu e os outros temos o direito de não ficar calados,
MM

Numa pesquisa encontrei o que abaixo transcrevo:
“A economia portuguesa marca este domingo meio século desde a adesão ao Fundo Monetário Internacional (FMI), quando o país receia uma nova entrada - desta vez com a União Europeia - da instituição que interveio em Portugal em 1983 e 1977.
Com os mercados de dívida a tentar testar os limites das finanças públicas portuguesas e a tentar levar Portugal ao risco de incumprimento, a ameaça do Fundo Monetário Internacional (FMI) volta a aparecer na economia portuguesa, um regresso dos «homens de preto», como os portugueses chamaram aos técnicos da instituição nas intervenções passadas, escreve a Lusa.
Se essas intervenções foram marcadas por políticas que tiveram, na altura, grandes consequências sociais, um eventual regresso da organização, dando apoio técnico ao fundo europeu de estabilidade financeira, seria mais suave, na opinião do historiador económico Pedro Lains.
«Portugal nunca pensou encarar FMI como amigo das horas difíceis»
Nos cinquenta anos desde que aderiu ao FMI Portugal passou de membro tranquilo e desconhecido a um dos primeiros casos de sucesso da instituição, disse o antigo ministro das Finanças, Braga de Macedo.
«Portugal já era membro desde 1960, um membro ordeiro. Eu lembro-me que, quando visitei o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 1969, para fazer o meu primeiro livro, falei lá com o senhor Ragazzi, um italiano, que me disse: nunca vi cá um português» lembrou Braga de Macedo que integrou o Departamento de Pesquisa da instituição.
Se um dos objetivos do Estado à data da adesão, a 21 de novembro de 1960, era recolher o reconhecimento da comunidade internacional, depois do 25 de Abril de 1974, Portugal passou de membro tranquilo que nunca pensaria em recorrer ao Fundo a encarar o FMI como o amigo das horas difíceis, com as intervenções de 1977 e 1983, para salvar a economia portuguesa”.

3 de março de 2011

COMO SE CHEGA À DATA DO CARNAVAL

Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa[5], com exceção do Natal. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.
O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.
No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.

A fórmula para cálculo manual, válida de 1900 a 2099, é a seguinte - do matemático alemão Karl Friedrich Gauss (1777-1855), na Enciclopédia Brasileira Globo:
Faça
A = o resto de (Ano ÷ 4)
B = o resto de (Ano ÷ 7)
C = o resto de (Ano ÷ 19)
D = o resto de [(19xC + 24) ÷ 30]
E = o resto de [(2xA + 4xB + 6xD + 5) ÷ 7]
A Páscoa será em 22+D+E de Março ou, se esse número for maior do que 31, em D+E-9 de Abril.
Correções: O resultado 25 de abril deve ser tomado como 18 de abril (se D=28 e C>10) e o resultado 26 de abril sempre como 19 de abril.
MM

1 de março de 2011

SILÊNCIO QUE SE VAI TOCAR O FADO

Um Violino no Fado
Para quem aprecia música, aqui vai uma original interpretação de fado, com a 'voz do violino', de Natália Jusckiewicz.
video
Natalia é polaca e violinista residente em Portugal. Formada na Academia de Poznan, uma das escolas mais conceituadas do mundo, começou a carreira musical como intérprete solista e integrou orquestras e formações polacas de prestígio internacional.
Durante umas férias, apaixonou-se por Portugal e decidiu mudar-se. Adaptou-se à língua, à cultura e à maneira de ser dos portugueses.
Natalia formou-se na  Academia de Poznan, uma das escolas mais conceituadas do mundo, começou a carreira musical como intérprete solista e integrou orquestras e formações polacas de prestígio internacional.
MM
por cortesia de um amigo

15 de fevereiro de 2011

CARNAVAL É SINÓNIMO DE INDISCIPLINA






Muito provavelmente já se aperceberam que o texto que antecede é, nada mais nada menos, que o assunto duma dança de carnaval de 1938, publicada no 2º. volume de AS DANÇAS DO ENTRUDO UMA FESTA DO POVO, de José Noronha Bretão, cuja autoria é atribuída, com alguma reserva, ao Francisco Duarte, natural dos Altares, muito embora eu não tenha dúvidas que efetivamente se trata desse autor.
Fiz questão de publicar este texto para o comentar, chamando a tenção para o facto das danças de espada, com dois mestres, que ao tempo, e até muito mais tarde, se faziam nos Altares eram compostas por uma terceira parte, que era claramente uma crítica de costumes, o que não me foi dado encontrar em danças feitas noutras localidades. Muito embora isso possa ter acontecido noutras freguesia, não era prática corrente, basta consultar outras danças escritas pelo mesmo Francisco Duarte para outras freguesias que não os Altares, o que prova que as danças de carnaval nunca tiveram manual, nem muito menos uma estrutura rígida que fixasse parâmetros dos quais não se podia fugir.
Vem isto a propósito de uns profetas da desgraça, iluminados por um deus menor, que se proclamam senhores da verdade e os únicos que sabem com linhas se cosem as danças e os bailinhos, quando afinal percebem disso tanto que por vezes na praticam até se negam a si próprios, e fazem-no por que as danças e agora também os bailnhos do Carnaval da Terceira sempre foram indisciplinados e sempre permitiram que cada um faça o que lhe der na real gana e, caso o público aceite, é só aperfeiçoar no ano seguinte ou partir para outra.
Não me venham cá com tretas, pois está mais que provado que este nosso carnaval que é talvez a festa mais indisciplinada do mundo, mas que funciona melhor que outros festivais, cuja organização ocupa muita gente e consome muitos milhares de euros.
Carnaval disciplinado é carnaval amordaçado.

Mestre de dança de espada segundo José Nuno
Mestre de dança de pandeiro Altares 1976
e assim se foi partindo para outras fases...
 MM 

6 de fevereiro de 2011

JÁ QUE O CARNAVAL SE APROXIMA…

Pintor
Notícia publicada na "Ilustração Portuguesa" de 9/02/1920.
Passados 91 anos, a melhoras são poucas. Lá diz o ditado "Quem não tem vergonha... - e eu acrescento: e dinheiro - todo o mundo é seu"
MM

1 de fevereiro de 2011

FRANCISCO FERREIRA DRUMOND

Francisco Ferreira Drummond  nasceu na Vila de São Sebastião, 21 de janeiro de 1796, onde viria a falecer em 11 de setembro de 1858.
Foi um historiógrafo, paleógrafo, músico, organeiro e político com grande atividade cívica na vila de São Sebastião, na ilha Terceira, nos Açores.
O seu trabalho publicado ocupa um lugar de destaque na historiografia açoriana, sendo a base de boa parte das obras sobre a história dos Açores, em particular sobre a história da ilha Terceira.
Biografia
Filho de Tomé Ferreira Drumond, lavrador abastado, e sua esposa, Rita de Cássia, nasceu na casa de seus pais à rua da Igreja e foi batizado na Igreja Matriz da Vila de São Sebastião seis dias mais tarde, a 27 de janeiro de 1796.
A família Drumond estava então intimamente ligada ao magistério primário e à governança da Vila de São Sebastião, vindo a presidência da Câmara a ser ocupada por seu pai em 1821. O seu irmão, o Capitão de Ordenanças José Ferreira Drumond, dominou a vida política local durante v
Ferreira Drumond desde a infância revelou vocação para as letras e para a música, sob influência de seu tio paterno, o mestre-régio Francisco Machado Drummond.
Concluída a sua instrução primária, estudou Latim, Lógica e Retórica. As suas aptidões musicais, valeram-lhe a nomeação para o lugar de organista da Igreja Matriz da Praia da Vitória em 1811 (então com quinze anos de idade), cargo que ocupou até falecer. Complementarmente, trabalhou como organeiro, sendo chamado para manutenção e reparos desse tipo de instrumento em toda a ilha.
Tendo a vila de São Sebastião sido elevada a Concelho em 1822, foi eleito escrivão da Câmara Municipal. Nesse mesmo ano em que, segundo o novo sistema constituicional português, acedeu ao serviço público, aderiu ao liberalismo.
No ano seguinte, com a Vila-Francada em Portugal (1823), iniciam-se as perseguições políticas aos constitucionalistas, a que não ficou imune a Terceira. Francisco Ferreira, com outros, viu-se forçado a fugir, a 27 de julho, para a ilha de Santa Maria, depois para a ilha de São Miguel e de lá para a ilha da Madeira, terminando no continente, em Lisboa, onde esteve exilado por pouco mais de um ano. Com o fracasso da Abrilada (30 de abril de 1824), pode então retornar à Terceira, serenados os ânimos. Aqui participou ativamente das lutas da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) nesta ilha, que posteriormente descreveu nos seus "Anais da Ilha Terceira".
Quando de sua volta à vila de São Sebastião, acedera ao cargo de escrivão dos órfãos, secretário da Administração do Concelho Municipal, e tabelião. Em 1836 foi eleito Presidente da autarquia, cargo que exerceu por três anos. No seu exercício destacou-se pela defesa dos interesses de autonomia do Concelho, em que acabou vencido. Garantiu, entretanto, a canalização de água potável para a vila com a sua captação das nascentes do Cabrito e o seu aproveitamento para moagem, à época a maior obra hidráulica da Terceira e uma das maiores dos Açores.
Em 1839 foi eleito Procurador à Junta Geral. Exerceu ainda, durante vários anos, o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia.
Faleceu aos 63 anos incompletos de idade, na casa que tinha aforado da Santa Casa da Misericórdia na Travessa da Misericórdia, na Vila de São Sebastião. No contexto das comemorações dos cinco séculos da chegada à Terceira dos primeiros povoadores, Ferreira Drumond foi homenageado pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, em 14 de outubro de 1951, com um pequeno monumento nessa rua.
A casa em que viveu foi recentemente adquirida pela Santa Casa da Misericórdia local, estando previsto o seu restauro e requalificação em biblioteca associada da rede de leitura pública.
Obra
Além da carreira como músico e homem público, exerceu intensa atividade como paleógrafo, investigador e historiador. Na visão de José Guilherme Reis Leite, foi o "primeiro historiador científico dos Açores".[1] A sua preocupação com as fontes documentais levou-o a lutar para recuperar os textos antigos que lhe garantissem informações credíveis para redigir a história do arquipélago. Francisco Ferreira filiava-se, nesse sentido, ao movimento que desde a segunda metade do século XVIII em Portugal, renovava os estudos históricos, nos quais se destacavam os nomes de António Caetano do Amaral, João Pedro Ribeiro, visconde de Santarém e Alexandre Herculano. O profundo conhecimento de paleografia valeu-lhe, em 1845, a contratação, pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, para transcrição dos livros góticos existentes nos arquivos daquela autarquia. Nesse mesmo ano, ofereceu à mesma autarquia o manuscrito dos "Anais da Ilha Terceira", com 1420 páginas e 510 documentos, redigido segundo o critério cronológico típico dos Anais, cobrindo o período desde a descoberta e povoamento da ilha até ao ano de 1832.
A Câmara Municipal de Angra publicou a obra em quatro volumes, vindo a público respetivamente em 1850, 1856, 1859 e 1864. Em 1981 a Secretaria Regional da Educação e Cultura  publicou uma reimpressão fac-similada da edição de 1850.
Para além desta - considerada uma das obras de referência da historiografia açoriana - e de muitos artigos dispersos pela imprensa da época, teve as seguintes obras publicadas:
Memória Histórica da Capitania da Praia da Vitória — editado pela Câmara Municipal da Praia da Vitória em 1846, 56 pp., Praia da Vitória. A obra foi reeditada inserta na coletânea Memória Histórica do Horrível Terramoto de 15.VI.1841 que Assolou a Vila da Praia da Vitória, edição da Câmara Municipal da Praia da Vitória, 1983.
Apontamentos Topográficos, Políticos, Civis e Eclesiásticos, para a História das Nove Ilhas dos Açores — obra inacabada deixada em manuscrito. Após um conturbado percurso, a obra foi editada em 1990 pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira, com 648 páginas.
MM

26 de janeiro de 2011

12 de janeiro de 2011

DESDE O DIA 1 QUE ME PERGUNTO: QUE FAZER COM ESTE ANO NOVO?

Pela parte que toca, sinto que vou olhar-te com um misto de indiferença e preocupação.
Tudo quanto me disseram nos meses que te antecederam, provocou em mim um estado de alma que tive muita dificuldade em aceitar o teu aparecimento. Porquanto, há ainda a agravante de me vires impingir as consequências de tantas coisas, que outros conduziram muito mal no passado, e que agora te impõem, que eu, e tantos como eu, que não fomos tidos nem achados para a criação do buraco negro que trazes no ventre, sejamos obrigados a suportar. Esta é uma situação que me irrita muito, ao mesmo tempo que me deixa incomodado e mal humorado, por não me terem perguntado se eu estava disponível para, voluntariamente, ajudar a pagar o rombo que alguns humanos, que de humanos não terão nada, possuidores de muito dinheiro e com projetos para conseguirem mais e mais, investindo o menos possível, embebidos ainda de requintes de uma desonestidade tal, que colocaram a vida em pantanas para quantos (e somos uma maioria) já andávamos a sentir alguma dificuldade em manter esta mania de honestidade, que infelizmente caracteriza os homens sérios.  
MM

1 de janeiro de 2011

PARA QUÊ FESTEJAR O ANO NOVO?

IMAGEM DE SATÉLITE DO INSTITUTO DE METEOROLOGIA MOSTRA O FMI JÁ BEM PERTO DE PORTUGAL. A SUA APROXIMAÇÃO EVOLUIU DESFAVORAVELMENTE PARA NÓS NAS ÚLTIMAS HORAS

As doze badaladas da nossa meia-noite do dia 31 de dezembro, ou de outro dia qualquer, não significam, por imposição dos fusos horários, que todos estejamos no mesmo dia e naquele momento. Por isso, quando nós nos considerámos caídos em 2011, não se interroguem, sim caídos! Meditem bem, se nos dizem que este ano vai ser uma treta, só quem for tótó é que entra num ano destes de livre e expressa vontade.
Manda a tradição brindar com espumante e comer 12 passas de uva enquanto formulamos mentalmente os nossos desejos para o novo ano que entra. Mas para que gastámos nós, dinheiro que não tínhamos no espumante e nas passas, se o destino do ano já estava traçado? E foi traçado sem que nos perguntassem como gostaríamos do traçado?
Ano novo, vida nova. Isso era dantes. Agora será talvez ANO NOVO, MORTE CERTA.
Retomando a forma como iniciei esta reflexão, não seria melhor que mudássemos todos no mesmo momento de ANO? Já sei que vão perguntar, como? Não interessa se de dia ou de noite, era bonito mudarmos todos (mundo inteiro) de ano simultaneamente. Festejávamos juntos e, para além der ser uma festa de arromba, estávamos ocupados com os festejos, ao mesmo tempo.
Ora, deste modo, e já que o nosso futuro não é traçado por nós, mas sim por uns mafiosos que se escondem nos recantos mais controversos do planeta, mandando os seus capangas executar-nos financeiramente, enquanto dormimos. Pode muito bem que o tenham feito enquanto bebíamos o nosso espumante e comíamos as nossas passas?
Todos sabemos que tudo isto não se passa assim, mas se eles é que são os técnicos e se enganam uns aos outros e nós é que NOS lixamos, não podemos refletir sobre este estado de coisas senão de forma grosseira e com repulsa.
Apesar de tudo, BOM ANO!  
MM