15 de Janeiro de 2012

AQUI PODERÁ ESTAR PARTE DA ORIGEM DA CRISE












Distribuiu-se muito "peixe" (dinheiro) nos ditos e pretensos países desenvolvidos, onde se perdeu o hábito de "pescar" (trabalhar para comer) e lá se vai o Estado Social, que, para além de lixar os que viveram até agora à sombra desse Estado, vai lixar também aqueles (classe média) que até agora contribuíram,  sem poder fugir, para manter esse Estado que deu a quem merecia, mas que também muito deu a quem não quis "pescar".
(a imagem é originária de Galeriacores)

8 de Janeiro de 2012

Portugal 120 anos depois da bancarrota de 1892

7 de Abril de 2011
Não é a primeira vez que Portugal se vê nestas alhadas de ter que declarar bancarrota e socorrer-se da ajuda externa. Em 1892 o país teve que estender a mão e declarar uma bancarrota parcial numa crise que se arrastou por mais de 10 anos.
A implementação da República no Brasil em 1889 e a crise do Banco Barings inglês colocou as finanças portuguesas num ponto quase caótico. Portugal começou a recorrer ao empréstimo estrangeiro para assegurar o pagamento do coupon da dívida (e com isso endividando-se mais) mas sem sucesso. Então optou-se por um estratagema de vender a exploração de tabaco por 15 anos perante uma determinada “renda”. A verba anual de 4250 contos foi uma pequena esmola em 1891 e após vários ministros da fazenda que se foram demitindo por impossibilidade de tirar o país do buraco, o ministro da fazenda Oliveira Martins apresentou um orçamento ao parlamento a 13 de Fevereiro de 1892. Neste orçamento propunha um aumento da tributação dos títulos de dívida pública para 30%, dos impostos sobre os ordenados dos funcionários públicos e das corporações administrativas para 12,5%, 15% às contribuições predial, industrial e sumptuária, e 12,6% sobre os rendimentos de rendas de casas. No entanto a comissão da Fazenda limitou estes aumentos de impostos e o ministro demitiu-se em Maio.
A 13 de Junho de 1892 o estado anunciou oficialmente a impossibilidade de pagar os juros da dívida pública e a bancarrota foi declarada e a crise política instalou-se até pelo menos o convénio de 1902 e eventualmente até à implantação da república (18 anos).
No meio desta crise um dos projectos adiados de Portugal foi o do metro de Lisboa. As capitais do mundo estava neste momento a construir os seus metropolitanos. Londres em 1863 foi a primeira, Nova Iorque seguiu-se em 1868, Budapeste e Glasgow em 1897 e Paris em 1898. Em Lisboa a ideia de um metro foi discutida em 1885 por proposta dos engenheiros Costa Lima e Benjamim Cabral. Em 1888 o engenheiro militar Henrique da Lima e Cunha apresentou um projecto à associação de engenharia portuguesa intitulado “Esboço de traçado de um Caminho de Ferro Metropolitano em Lisboa”. Nada disto pode ir avante e foi preciso esperar por 1949 (quase 60 anos) para que o projecto renascesse e foram precisos mais 10 para que no final de 1959 finalmente o metro abrisse as portas com 6,5Km e 11 estações.
A história ensina muito a quem estiver disposto a olhar para ela com cuidado. É fácil ver nesta descrição semelhanças gritantes com algumas coisas que ocorreram nos últimos tempos em Portugal. Desde os projectos megalómanos em que insistimos, aos aumentos de impostos, às demissões e oposições, é possível ver que os tempos que se aproximam não serão fáceis. Infelizmente penso que a crise será longa à semelhança da que aconteceu há 120 anos, o que não quer dizer que tenhamos que ser miserabilistas ou pessimistas sobre o nosso futuro. Os tempos futuros serão de crise, de sacrifícios por vezes até extremos. A história pode dar-nos pistas e também mostrar os erros que fizemos para não os repetir. Infelizmente acho que alguns políticos dormiam nas aulas de história.
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1 de Janeiro de 2012

PORTUGAL JÁ ESTEVE VÁRIAS VEZES NA BANCARROTA

Oficialmente a 1ª bancarrota ocorreu em 1560 durante a regência da viúva de D. João III e a última, no final da monarquia, acabou com uma reestruturação da dívida soberana cuja negociação durou 10 anos. Na realidade, podem-se contabilizar 8: 1560, 1605, 1834, 1837, 1840, 1846, 1852 e 1892, ou seja, a maioria já no século XIX.
A parte final da dinastia de Bragança acumularia, entre 1828 e 1892, mais de duas décadas de situações de default, um recorde na história económica portuguesa. No entanto, o campeão das bancarrotas foi Espanha, com 12 episódios, concentrados na dinastia filipina e durante o século XIX.
Dois outros momentos que fazem parte da história das bancarrotas de Portugal, apesar de não estarem catalogados como tal, são o período de hiperinflação no reinado do fundador da dinastia de Aviz no final do século XIV e o aviso de bancarrota em 1544 através da feitoria portuguesa em Antuérpia ainda no reinado de D. João II.

1384-1422: Mestre de Aviz, o campeão da hiperinflação

Um real de prata valia 19 vezes menos do que no tempo do reinado do seu meio-irmão D. Fernando, o último monarca da dinastia afonsina, e a inflação era galopante, tendo os preços quintuplicado.
A bancarrota seria certa se D. João I e os seus conselheiros não tivessem decidido, desde as reuniões em Torres Vedras em 1412, desencadear um processo de projecção externa cuja primeira operação viria a ser a conquista de Ceuta, em Marrocos, em 1415. Seguiu-se depois o intensificar do corso atlântico e finalmente a expansão marítima - os Descobrimentos.
Um balanço daquela época de economia de guerra e de crise até 1422: a desvalorização do marco de prata foi da ordem dos 100.000% face ao valor que tinha em 1383.

1544: A quase bancarrota na Flandres

As dívidas na feitoria de Antuérpia, na Flandres, somavam 3 milhões de cruzados. D. João III salvou-se de ser o primeiro monarca português a decretar a falência do Estado. Os mercados financeiros europeus deram o benefício da dúvida pois o comércio das especiarias que vinha de além-mar era, ainda, atraente. Entretanto, a feitoria na Flandres seria fechada em 1549 e o rei morreria em 1557. Os problemas seriam herdados pela viúva, Catarina da Áustria

1560: A herança que a viúva recebeu: o 1º default oficial

Durante a regência caiu-lhe em cima a bomba da dívida astronómica. O neto Sebastião ainda era demasiado novo e coube-lhe a ela gerir a emergência da decadência do grande império manuelino. Em 1559 ainda foi possível levantar 900 mil cruzados como adiantamento na Flandres o que acalmou os credores da dívida portuguesa. Mas no ano seguinte já não havia volta a dar. Catarina resolveu "imitar" o sobrinho, Filipe II, que inaugurara em 1557, no país vizinho, a moda das bancarrotas ibéricas. O alvará de 2 de Fevereiro de 1560 representa o 1º default oficial português. Mandava cessar o pagamento de juros a cargo da Casa da Índia, proibia a colocação de novos empréstimos.
Na ponta final da dinastia de Aviz, nos reinados de D. Sebastião e do cardeal Henrique, as obrigações do governo português já se negociavam a 45 e até a 40% do seu valor facial. Pela época, as grandes casas financeiras alemãs e italianas que estiveram envolvidas no que parecia ser um excelentíssimo negócio, o da pimenta, foram varridas por uma vaga de falências. 

1605: o default com sabor castelhano
O motor da venda de títulos pela Fazenda Real - que se tornara uma rotina desde os tempos de D. Manuel - começou a gripar pelos anos de 1600. A pimenta deixara de ser monopólio dos portugueses com a desagregação do império português no período filipino de monarquia dual entre Espanha e Portugal e sobretudo depois do início da ofensiva dos holandeses no Índico.
Foi neste contexto que ocorreu a bancarrota de 1605 - uma peripécia menos conhecida e raramente referida.

1828-1834: A factura do "miguelismo"
Com a morte de D. João VI em 1826, abre-se uma crise de sucessão que desaguou numa guerra civil entre liberais constitucionalistas e conservadores miguelistas que se agrupavam em torno da viúva Carlota Joaquina e do filho Miguel.
No meio da guerra civil, D. Miguel negociou em 1832 um empréstimo de 40 milhões de francos junto dos banqueiros parisienses Outrequin & Jauge, com um juro de 5% com uma maturidade a 32 anos. Apesar dos riscos envolvidos, os banqueiros franceses conseguiram que estes títulos fossem admitidos para cotação na Bolsa de Paris, onde, aliás, se mantiveram até 1837. Os credores internacionais que emprestaram ao governo de D. Miguel sabiam que estavam correr um grande risco pois estavam a apostar num governo com a possibilidade de cair.

Os juros e a amortização ainda foram pagas até Setembro de 1833. Depois, derrotado Miguel, o empréstimo viria a ser renegado pelos liberais e depois pelo governo de Dona Maria da Glória, sobrinha de Miguel. O empréstimo não foi considerado legítimo. Eram contas do tio que, entretanto, fugira para a Alemanha. Que o fossem cobrar à Baviera, onde ele morreria.
O assunto passou, assim, a contencioso. Os credores franceses organizaram-se em comité em 1840 e várias manobras diplomáticas continuaram pelas décadas seguintes a ver se conseguiam reaver pelo menos 2,5 milhões de francos, cujos papéis comprovativos consta que se encontravam no Tesouro em Lisboa.

1837 a 1852: O calvário de incumprimentos no reinado de Maria da Glória

O reinado da filha de D. Pedro IV (o imperador Pedro I do Brasil), a jovem Maria da Glória, coroada D. Maria II (1837-1853), juntou vários eventos de suspensão de pagamentos, o primeiro logo em 1837, que geraram o período mais longo de defaults na história portuguesa.
Em 1852, decreta-se a consolidação da dívida interna e externa, o que gerou a revolta sobretudo dos credores ingleses, até que se celebrou um convénio em Dezembro de 1855, que no dizer do historiador Rui Pedro Esteves, da Universidade de Oxford, surpreenderia hoje pelos credores "terem aceitado a consolidação em troca de contrapartidas bastante modestas".

Estas bancarrotas ocorreram num período de quase 20 anos de golpes e contra-golpes e de um movimento popular, a Revolta da Patuleia, mais conhecida por Maria da Fonte.
A situação só acalmou, de facto, com a regência do viúvo de Maria da Glória, o rei-consorte Fernando II, da poderosa casa europeia de Saxe-Coburgo e Gota. O país adopta o padrão ouro que permitia estabelecer uma relação com a libra esterlina, a moeda chave do comércio internacional e das relações comerciais com Portugal, e chega a acordo em Londres nos finais de 1855, com o Council of Portuguese Bondholders (detentores de títulos portugueses), liderado pelo banqueiro Richard Thornton. 

1892-1902: A longa re-estruturação da dívida soberana no final da Monarquia
A famosa revista inglesa The Economist andava a avisar desde 1880: "Os mercados monetários da Europa estão a ficar cansados, e não sem razão, da constante solicitação por Portugal de novos empréstimos", escrevia em 27/11/1880. E em 1885: "No próprio interesse de Portugal era preferível que as suas facilidades de endividamento fossem, agora, restringidas".
Rebentou então uma crise financeira mundial, com o epicentro na City londrina, iniciada em 1890 com a falência do banco Baring Brothers que contagiaria Portugal por vários canais, incluindo via Brasil. O próprio Baring era o principal parceiro do governo português na City e, na aflição, reembolsou-se em 1 milhão de libras em Lisboa, o que levou a uma redução significativa das reservas em ouro do Banco de Portugal. Em 1888, no Fenn's Compendium, Portugal já tinha sido considerado como um país de alto risco. Com a contracção dos mercados de capitais internacionais, durante a crise financeira mundial de 1890-1893, o ecossistema financista português desabou. Juntou-se o esboroamento do padrão-ouro que havia sido adoptado em 1854. Finalmente, viveu-se uma crise política aguda que misturaria o efeito dos problemas geopolíticos em África - com o ultimatum sobre o mapa cor-de-rosa por parte da Grã-Bretanha - com a ascensão do movimento republicano (revolta no Porto em 31 de Janeiro de 1891) e das lutas dentro dos partidos monárquicos.

A balança de pagamentos acaba por ter um défice gigante em 1891, depois de um período em que acumulara excedentes. A dívida total (externa e interna) que andava pelos 24 milhões de libras em 1858 disparou para 127 mil milhões de libras. Apesar da pobreza do país, era a 2ª maior da Europa per capita, depois da França.
A revista inglesa, de novo, escrevia: "Tem sido evidente de há bastante tempo que o país estava a viver acima dos seus meios. Mais tarde ou mais cedo era inevitável que acabasse em bancarrota - e foi à bancarrota que Portugal agora chegou" (6/2/1892). E acrescentava: "É inevitável uma redução significativa do encargo com a dívida, que absorve quase metade da receita total. Os detentores da dívida portuguesa têm de consentir num abatimento dos seus direitos, por força das circunstâncias". Os ingleses aconselhavam mesmo: "Se Portugal abordar os seus credores leal e francamente nestas linhas ser-lhe-á relativamente fácil efectuar um acordo razoável com eles".
A solução acabaria por ser imposta por decreto. Os credores externos não aceitaram o curso forçado do papel-moeda emitido pelo Banco de Portugal. O default parcial acabaria por acontecer em Junho de 1892. O governo teve de suspender parcialmente os encargos altos da dívida. Em Paris, os credores ficaram surpresos com a redução das taxas de juro em 66%. O objectivo último acabaria por ser a reestruturação e reescalonamento dos pagamentos.
Julgava-se que no final do convénio de 1902 com os credores se obteriam novos empréstimos - mas isso não aconteceu. A dívida seria convertida num novo empréstimo amortizável a 99 anos, até 2001.
O efeito de afastamento dos mercados financeiros internacionais não seria muito prejudicial para a economia real, que dependia sobretudo do comércio com o Brasil, as colónias em África e o Reino Unido. Os principais credores financeiros da dívida estavam em Paris e em Berlim. A economia portuguesa acabaria por recuperar relativamente bem.
Fonte: Expresso

29 de Dezembro de 2011

1890 - HUMILHAÇÃO PARA PORTUGAL PROTAGONIZADA POR INGLESES, ALEMÃES E FRANCESES, AMIGOS DA ONÇA, DESDE TEMPOS IDOS

O famoso Mapa Cor de Rosa (1886) cuja contestação, pela Inglaterra, levaria ao humilhante Ultimatum, de 1890... O  ultimato do governo britânico, então chefiado pelo primeiro ministro Lord Salisbury,  foi entregue a 11 de Janeiro de 1890 na forma de um Memorando que exigia a retirada das forças militares portuguesas, chefiadas pelo major Serpa Pinto,  do território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola (actuais Zimbabwé e Zâmbia).  Essa vasta região, de Angola à contra-costa, era reivindicada como direito histórico por Portugal. O  famoso Mapa cor-de-rosa terá nascido justamente da Conferência de Berlim (1884/85), na altura em que as grandes potências europeias (Inglaterra, Alemanha e França) disputam entre si a partilha de África...

Cartoon do grande Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905)... A claudicação de Portugal face às exigências britânicas será vista como uma suprema humilhação nacional pelos republicanos portugueses, que crucificaram o governo e o rei D. Carlos I. António de Serpa Pimentel será então nomeado primeiro-ministro, na sequência da queda do governo. Estes acontecimentos estão também na origem da criação de A Portuguesa, o nosso futuro hino nacional.

ANO NOVO ATRÁS DAS GRADES, O TAL QUE ANTES DE NASCER JÁ TEM O DESTINO TRAÇADO



















Não é muito simpático estarmos a desejar um Ano Novo muito bom, quando aqueles que deram cabo de tudo e agora tentam, às nossas custas, endireitar o que já nasceu torto, não deixaram um milímetro de liberdade ao Novo Ano para agir de moto próprio. 
Precisamos sim estar atentos, por que uma desgraça nunca vem só, e, é mais que certo, que virão no Novo Ano, por essa europa abaixo, uns mensageiros da desgraça e vão querer aproveitar-se da situação, ao abrigo das desgraças troikiano-infernais já implantadas e institucionalizadas, com a intenção de nos tirar o que já não temos.
Será bom não esquecer o ditado que nos lembra: " tudo o que nasce torto tarde ou nunca se endireita", Por isso amigos, em vez dum Bom Ano desejo para todos saúde e muita presença de espírito para estarmos atentos aos falsos profetas. - cuidado que eles vestem de fato e gravata, fazem-se transportar em aviões particulares e carros de alta segurança e tem secretárias e capangas para os serviços mais sujos -.
MM

23 de Dezembro de 2011

OLHARES SOBRE A CRISE EM TEMPO DE NATAL

“Uma nação em crise não precisa de plano. Precisa de homens.”
( Eugênio Gudin )

“A crise histórica da humanidade reduz-se à crise de direção...
(Leon Trotsky)

“A pior das crises é a crise do dicionário.”
(José Ortega y Gasset)

“Quando escrita em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade.”
(John F. Kennedy)


“A intensidade da propaganda da crise, poderá ditar a velocidade do fio da guilhotina sobre a economia de um país.”
(Ivan Teorilang)

“Qualquer que seja a crise de tua vida, nunca destruas as flores da esperança para que possas colher os seus frutos.”
(Konrad Lorenz)

“Nas grandes crises, o coração parte-se ou endurece.”
(Honoré de Balzac)

“Os momentos de crise suscitam um redobrar de vida nos homens.”
( François René )

“Não existe crise económica, mas sim crise de falta de vergonha.”
 (Anthony Garotinho)

“É sabido que nos momentos de crise é que se cresce. Mas eu já bati com a cabeça no teto. “
(Mário Cury)

 “Face às crises da vida. Não te revoltes. Serve.”
(Emmanuel)
 
Numa época de crise em que todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lenços.
(desconhecido)

“As pequenas coisas. Não existe nada maior."

 (desconhecido)

"O maior erro é tentar fazer tudo certo."
 
(desconhecido)

"Uma mudança deixa sempre  o caminho aberto para outras."
(Nicolau Maquiavel)

"A verdadeira grandeza é a que não depende da humilhação dos outros."
(Alexandre Dumas)

"Aquilo a que chamamos acaso não é, não pode deixar de ser, senão a causa ignorada de um efeito conhecido."
(Voltaire)

"Não tenhas medo da perfeição, nunca vais atingi-la."
(Salvador Dali)
 

"São as atitudes que determinam o valor de cada um. O que tu dizes, com todo respeito, é apenas o que tu dizes."  
(desconhecido)


"Quero ser todas as coisas. Bem sei que a aurora tem a chave escondida em bosques raros, mas saberei encontrá-la."
(Federico G. Lorca)

"Era muito bom conseguires que a tua cabeça e o teu coração trabalhassem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos."
(Woody Allen)

"Não tomes decisões quando estiveres com raiva. Não faças promessas quando você estiveres feliz."
 
(desconhecido)


"Vai dar tudo certo...depois que tudo der errado." 
(desconhecido)



"Com o tempo tu percebes que para ser feliz precisas aprender a gostar de ti, a cuidar de ti e, principalmente, a gostar de quem também gosta de ti."
(Mário Quintana)

"Entre a dor e o nada, eu fico com a dor."
(William Faulkner)

"A renúncia é a libertação. Não poder é perder."
(Fernando Pessoa)

"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar.
(Caio Fernando Abreu)

"Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã e vai dormir à noite, e nesse meio tempo faz o que gosta."
(Bob Dylan)

22 de Dezembro de 2011

PORTUGAL ESTÁ A ATRAVESSAR A PIOR CRISE

Que fazer?
Que esperar?
Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.


Eça de Queirós, in 'Correspondência (1891)

4 de Dezembro de 2011

O Homem Deveria ser a Medida de Tudo


O homem deveria ser a medida de tudo. De facto, ele é um estranho no mundo que criou. Não soube organizar este mundo para ele, porque não possuía um conhecimento positivo da sua própria natureza. O enorme avanço das ciências das coisas inanimadas em relação às dos seres vivos é, portanto, um dos acontecimentos mais trágicos da história da humanidade. O meio construído pela nossa inteligência e pelas nossas intenções não se ajusta às nossas dimensões nem à nossa forma. Não nos serve. Sentimo-nos infelizes. Degeneramos moralmente e mentalmente.
São precisamente os grupos e as nações em que a civilização industrial atingiu o apogeu que mais enfraquecem. Neles, o retorno à barbárie é mais rápido. Permanecem sem defesa perante o meio adverso que a ciência lhes forneceu. Na verdade, a nossa civilização, tal como as que a antecederam, criou condições em que, por razões que não conhecemos exactamente, a própria vida se torna impossível. A inquietação e a infelicidade dos habitantes da nova cidade têm origem nas instituições políticas, económicas e sociais, mas sobretudo na sua própria degradação. São vítimas do atraso das ciências da vida em relação às da matéria.

Alexis Carrel, in 'O Homem esse Desconhecido'

3 de Dezembro de 2011

EIS QUE A NOROESTE SURGE MAIS UM ARTISTA


É ele  Luís Fernando Pinheiro Brum, natural dos Biscoitos, arquitecto paisagista, que ontem deu a conhecer ao público terceirense a sua aptidão para o desenho. Trata-se duma exposição que está patente ao público no Foyer do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo. Merece uma apreciação calma e minuciosa, tal como minuciosos são os traços que resultam nos muitos desenhos ali expostos. Parabens ao Luís Fernando, que afirmava que a execução daqueles desenhos lhe dera muito gozo e aos pais, em cujos olhos se notava uma merecida ponta de orgulho.

MM

10 de Outubro de 2011

DarCena - 2ª. Mostra de Teatro a Noroeste

Vai acontecer de novo este ano a DarCena - 2ª. Mostra de Teatro A Noroeste - desta feita com  comn dez espectáculos diferentes, sendo oito locais e 2 vindos de Lisboa.
Espera-se que o êxito de 2010 se repita.

31 de Julho de 2011

A CRISE FINANCEIRA PORTUGUESA

A crise financeira portuguesa da dívida soberana está nas bocas do mundo, ao ponto de ter atingido o debate eleitoral finlandês. Estas notas de reflexão, não descurando a gravidade da falta de liquidez do Estado e da sociedade portuguesa, pretendem elencar as suas principais causas internas e externas situando-as na presente conjuntura geoestratégica mundial. A União Europeia tem imposto aos países comunitários critérios mais rigorosos de endividamento dos Estados para diminuir os défices orçamentais através dos Planos de Estabilidade e Crescimento (PECs).
 Convém perceber, sem escamotear a realidade, as causas estruturais que potenciaram a crise financeira da dívida soberana portuguesa. A Contemporaneidade está infestada do imediatismo mediático que faz perder aos cidadãos a necessidade de uma consciência que extravase os tempos curtos do presente. Daí que seja importante uma leitura que se alavanque na Memória Colectiva para tentar compreender as raízes profundas desta situação de crise nacional e internacional.
 Desde os anos 90 do século XX, tal como em décadas anteriores em outros países desenvolvidos, as classes médias habituaram-se a consumir, de forma fácil, com recurso ao crédito bancário que arrastou muitos cidadãos a endividarem-se por várias décadas para adquirirem bens essenciais ou supérfluos. Ao mesmo tempo, o Estado tem-se tornado crescentemente mais complexo, com mais responsabilidades sociais que o fez adoptar o critério de privatizações de propriedades e de empresas públicas para se conseguir financiar para além das receitas fiscais.
 O problema inerente a esta nefasta tendência tem sido a diminuição da Poupança Pública e das famílias num tempo de crescentes gastos. Por esta razão, tem todo o sentido a filosofia de austeridade que deve presidir às Políticas Públicas, aliás o execrável Ditador das Finanças, no final dos anos 20 e início dos anos 30, adoptou com sucesso este critério que lhe permitiu ascender politicamente. Longe de fazer qualquer panegírico a António Oliveira Salazar, devemos, no entanto, reconhecer-lhe este mérito de ter sabido pôr em ordem as finanças públicas. Os indivíduos, das classes médias, seduzidos pelos apelos do mercado acabaram por perder o hábito de amealhar poupanças, porque os produtos importados que inundaram o país e rechearam o Centros Comerciais e os Mega Centros Comerciais criaram necessidades de consumo irracionais.
 Na actualidade o modelo materialista, de base monetário, inspirado na excessivamente pragmática Civilização Romana tem feito depreciar o valor dos Bens Imateriais e das Ciências Humanas em favor dos Bens Materiais e da pretensa cientificidade, quase positivista, dada à Econometria. Aliás, o fervor materialista/imperialista dos Romanos conduziu-os à decadência Ética, que é um traço de grande semelhança com as sociedades Globalizadas do nosso tempo
.O actual endividamento do Estado Português decorre do sistema financeiro internacional sem peias, em que a especulação e as fraudes bancárias por via do Capitalismo pouco regulado devido aos paraísos fiscais é uma constante (veja-se, a este propósito, a interessante caricatura publicada por Joana Amaral Dias no Cortex Frontal), que tem potenciado as crescentes desigualdades entre Estados, sociedades e grupos económicos e sociais.
 Sem dúvida que a fraca competitividade da economia portuguesa ( veja-se o interessante artigo de Ricardo Pais Mamede, "Preocupados com o crescimento português ?" em Ladrões de Bicicletas ) que não se tem conseguido adaptar aos critérios da desbragada agressividade social da Globalização imposta pelos grandes potentados económicos foi um factor que potenciou o endividamento do Estado e da sociedade portuguesa. 
 Como causas mais imediatas da crise da dívida soberana portuguesa está a crise financeira de 2008 que se iniciou nos EUA e que contagiou os seus principais parceiros comerciais, designadamente a Europa. Esta crise financeira fez perceber aos países ocidentais que estavam a viver acima das suas possibilidades, porque muito do dinheiro emprestado resultava de complexos esquemas contabilísticos que não tinham uma sustentação real. Como dizia com acerto Ernâni Lopes as finanças ficaram desfasadas da economia real.
 Em 2010 estalou a crise financeira Grega devido aos endividamentos excessivos do Estado e da sociedade deste país, devido ao critério mais rigoroso de controlo dos défices públicos na União Europeia resultantes da meta dos 3% de endividamento estabelecido na Filosofia dos Programas Europeus de Estabilidade e Crescimento e à depreciação do Euro devido à forte competitividade das novas potências internacionais emergentes.
 As crises históricas nacionais das finanças públicas têm-se repetido desde o fim do século XIX e início do século XX ( É interessante consultar a visão ampla, histórica e internacional, de Francisco Seixas da Costa que se destaca no artigo "Embaixador diminuído ?" no blogue duas ou três coisas). No último quartel do século XIX, Portugal pediu empréstimos para se equipar em termos de construção de infra-estruturas viárias e ferroviárias que garantissem ao país a constituição de um espaço económico nacional. Efectivamente, de 1891 a 1902 instalou-se uma grave crise financeira no país devido à dificuldade de pagar aos credores externos, numa situação em que Portugal se encontrava em plena bancarrota. 
 Em meados dos anos 20 a crise financeira Angolana devido aos gastos excessivos na construção de infra-estruturas de comunicação e transporte nas grandes colónias africanas portuguesas colocaram o país à beira do colapso financeiro nos anos finais da 1ª República (1924-1926). Não nos esqueçamos que anteriormente o envolvimento de Portugal (1916-1918) na 1ª Guerra Mundial tinha deixado as finanças públicas na penúria.  
 Em 1977 e em 1983 Portugal pediu auxílio ao Fundo Monetário Internacional devido, nesse primeiro momento, às ondas alterosas do choque petrolífero e à instabilidade política pós-revolucionária e, nesse segundo momento, devido à inflação galopante que levou à necessidade da formação de um Bloco Central (PS-PSD) liderado por um político Humanista.
 A conjuntura geoestratégica mundial actual caracteriza-se por um endeusamento do mercado (a que vários autores chamam com propriedade teologia de mercado – Adriano Moreira) que conduziu à construção de um capitalismo financeiro desregulado por acção dos grandes interesses das Empresas Multinacionais que empurraram os governos bajuladores a adoptarem políticas neoliberais desde os meados dos anos 80 inspirados nos modelos políticos de Ronald Reagan e de Margaret Thatcher.
 Na actual conjuntura internacional, a Revolução tecnológica tem permitido uma vantajosa Globalização da informação, mas também desencadeou concomitantemente a produção de bens tecnológicos evanescentes que incitaram a um consumismo desregrado que está na origem do endividamento das famílias, tal como nos salienta com muita acuidade o Mestre Vitorino Magalhães Godinho. 
 Como já há vários anos nos vem lembrando, o Dr. Mário Soares, os Estados encontram-se dependentes das pressões das Grandes Multinacionais e, por isso, o poder político está enfraquecido de poder agir de acordo com ideais de justiça social, uma vez que o pragmatismo da “real politik” se tornou dominante. A verdade é que, sem esta independência do poder político, as causas justas mobilizadoras dos cidadãos não se agregam em torno dos partidos políticos e os cidadãos sentem-se cada vez menos identificados com os políticos por toda a Europa, daí as grandes manifestações de descontentamento popular (vale a pena ler e ouvir o post de Ana Paula Fitas "Da "Menina estás à janela" ao FMI - A Resistência da Esperança" e ainda o pertinente texto "Contra a Especulação, Assinar a Petição" no blogue A Nossa Candeia)
As novas potências emergentes (China, Índia, Brasil, etc.) têm alargado o grupo dos países mais ricos do mundo (G7, que passou a G8, que passou a G20) e a Europa tem perdido peso económico nesta transformação geopolítica. O projecto Europeu e a constituição da União Europeia, com uma moeda única, foram tentativas de resposta a estas ameaças externas, no entanto o drama demográfico dos países europeus e as condições, muitas vezes inumanas, de trabalho nas novas potências emergentes, em particular na China e na Índia, impedem uma competitividade salutar, porque se colocam em causa Direitos Humanos Fundamentais e conquistas Civilizacionais que dignificam o Homem como Pessoa. Sem este entendimento do Homem como Pessoa, e não como número de um quadro estatístico ou econométrico, a Humanidade entrará numa regressão sem precedentes na História Universal. 
 Em suma, a Europa tem que saber partilhar com o mundo o seu paradigma Humanista, que extravasa os limites das democracias tecnocráticas, para que se possa crer na bondade dos valores do Espírito Humanista e dos Direitos Humanos no sentido de se rumar a um mundo melhor que se preocupe com os níveis de qualidade de vida dos seus cidadãos. Daí que a mentalidade Humanista precise de ser valorizada e adoptada como critério de gestão na escolha de líderes políticos e empresariais na Europa para que se garanta a possibilidade de se concretizar uma autêntica justiça social.

Nuno Sotto Mayor Ferrão

25 de Abril de 2011

ESTA PRESENÇA TERCEIRENSE NO CAMPO PEQUENO É SEM DÚVIDA UMA LANÇA EM LISBOA

É preciso que outras áreas: da cultura, do desporto, dos negócios, marquem presença, no continente e porque não em Lisboa. É urgente que isso aconteça, mas para tal é necessário levar as coisas muito a sério, de brincadeiras estamos todos muito cansados.
MM

19 de Abril de 2011

NAS CRISES

com a devida vénia
 
Nas crises  são os mais pobres que padecem;
Porém, são os ricos e os políticos que as tecem!

popular
MM

16 de Março de 2011

O FMI

O FMI

Anda por aí uma "escola" de pensamento fácil que é de opinião que a vinda do FMI em socorro das finanças portuguesas seria naturalmente desejável, por significar empréstimos a juros mais baixos dos que o que são praticados pelos mercados onde o Estado português se financia e, no essencial, representaria um sossego para estes. Essa "escola" - claro! - nunca se perguntou por que razão, se o cenário é assim tão róseo, todos os países mostram a maior relutância de terem de recorrer ao FMI.
Essa doutrina, que despreza, em absoluto, as dimensões de perda de soberania que o recurso a essa ajuda implicaria, para além do imprevisível pacote de medidas acrescidas de rigor que nos seria imposto, esquece um ponto essencial: a dívida mais importante com que Portugal se defronta - que não é a do Estado, mas a dos bancos nacionais - não seria abrangida por essa operação de "rescue". 

É estranho (será?) que poucos falem disto.

in: http://duas-ou-tres.blogspot.com

A MINHA IGNORÂNCIA

Por tudo o que se vem dizendo sobre o FMI eu não quero que aquele Fundo entre de novo em Portugal.
Por tudo o que dizem sobre o FMI, nós os menos dotados nestas matérias ,somos levados a concluir que o FMI é um clube de malfeitores que se governam à custa dos aflitos financeiramente. Pois bem, e aqueles que nos impõem juros tão altos  semana a semana que dificilmente poderemos pagar, não serão também um clube de malfeitores?
Mas, o que me confunde mais ainda é o facto de Portugal ser membro do FMI desde há 50 anos., somos as sim levados a acreditar que se trata de umas coisa boa, senão Portugal já tinha batido com a porta. Então porque é que essa instituição internacional à qual pertencemos não serve para nos ajudar, mas continuamos lá enquanto ajuda outros? É confuso não é?
Há aqui muito por contar. É verdade que se diz que o segredo é a alma do negócio, mas isto já deixou de ser negócio para passar a ser uma roubalheira.
Gostava muito de ser esclarecido, porque quando me vão ao bolso eu e os outros temos o direito de não ficar calados,
MM

Numa pesquisa encontrei o que abaixo transcrevo:
“A economia portuguesa marca este domingo meio século desde a adesão ao Fundo Monetário Internacional (FMI), quando o país receia uma nova entrada - desta vez com a União Europeia - da instituição que interveio em Portugal em 1983 e 1977.
Com os mercados de dívida a tentar testar os limites das finanças públicas portuguesas e a tentar levar Portugal ao risco de incumprimento, a ameaça do Fundo Monetário Internacional (FMI) volta a aparecer na economia portuguesa, um regresso dos «homens de preto», como os portugueses chamaram aos técnicos da instituição nas intervenções passadas, escreve a Lusa.
Se essas intervenções foram marcadas por políticas que tiveram, na altura, grandes consequências sociais, um eventual regresso da organização, dando apoio técnico ao fundo europeu de estabilidade financeira, seria mais suave, na opinião do historiador económico Pedro Lains.
«Portugal nunca pensou encarar FMI como amigo das horas difíceis»
Nos cinquenta anos desde que aderiu ao FMI Portugal passou de membro tranquilo e desconhecido a um dos primeiros casos de sucesso da instituição, disse o antigo ministro das Finanças, Braga de Macedo.
«Portugal já era membro desde 1960, um membro ordeiro. Eu lembro-me que, quando visitei o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 1969, para fazer o meu primeiro livro, falei lá com o senhor Ragazzi, um italiano, que me disse: nunca vi cá um português» lembrou Braga de Macedo que integrou o Departamento de Pesquisa da instituição.
Se um dos objetivos do Estado à data da adesão, a 21 de novembro de 1960, era recolher o reconhecimento da comunidade internacional, depois do 25 de Abril de 1974, Portugal passou de membro tranquilo que nunca pensaria em recorrer ao Fundo a encarar o FMI como o amigo das horas difíceis, com as intervenções de 1977 e 1983, para salvar a economia portuguesa”.

3 de Março de 2011

COMO SE CHEGA À DATA DO CARNAVAL

Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa[5], com exceção do Natal. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.
O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.
No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.

A fórmula para cálculo manual, válida de 1900 a 2099, é a seguinte - do matemático alemão Karl Friedrich Gauss (1777-1855), na Enciclopédia Brasileira Globo:
Faça
A = o resto de (Ano ÷ 4)
B = o resto de (Ano ÷ 7)
C = o resto de (Ano ÷ 19)
D = o resto de [(19xC + 24) ÷ 30]
E = o resto de [(2xA + 4xB + 6xD + 5) ÷ 7]
A Páscoa será em 22+D+E de Março ou, se esse número for maior do que 31, em D+E-9 de Abril.
Correções: O resultado 25 de abril deve ser tomado como 18 de abril (se D=28 e C>10) e o resultado 26 de abril sempre como 19 de abril.
MM

1 de Março de 2011

SILÊNCIO QUE SE VAI TOCAR O FADO

Um Violino no Fado
Para quem aprecia música, aqui vai uma original interpretação de fado, com a 'voz do violino', de Natália Jusckiewicz.
video
Natalia é polaca e violinista residente em Portugal. Formada na Academia de Poznan, uma das escolas mais conceituadas do mundo, começou a carreira musical como intérprete solista e integrou orquestras e formações polacas de prestígio internacional.
Durante umas férias, apaixonou-se por Portugal e decidiu mudar-se. Adaptou-se à língua, à cultura e à maneira de ser dos portugueses.
Natalia formou-se na  Academia de Poznan, uma das escolas mais conceituadas do mundo, começou a carreira musical como intérprete solista e integrou orquestras e formações polacas de prestígio internacional.
MM
por cortesia de um amigo

15 de Fevereiro de 2011

CARNAVAL É SINÓNIMO DE INDISCIPLINA






Muito provavelmente já se aperceberam que o texto que antecede é, nada mais nada menos, que o assunto duma dança de carnaval de 1938, publicada no 2º. volume de AS DANÇAS DO ENTRUDO UMA FESTA DO POVO, de José Noronha Bretão, cuja autoria é atribuída, com alguma reserva, ao Francisco Duarte, natural dos Altares, muito embora eu não tenha dúvidas que efetivamente se trata desse autor.
Fiz questão de publicar este texto para o comentar, chamando a tenção para o facto das danças de espada, com dois mestres, que ao tempo, e até muito mais tarde, se faziam nos Altares eram compostas por uma terceira parte, que era claramente uma crítica de costumes, o que não me foi dado encontrar em danças feitas noutras localidades. Muito embora isso possa ter acontecido noutras freguesia, não era prática corrente, basta consultar outras danças escritas pelo mesmo Francisco Duarte para outras freguesias que não os Altares, o que prova que as danças de carnaval nunca tiveram manual, nem muito menos uma estrutura rígida que fixasse parâmetros dos quais não se podia fugir.
Vem isto a propósito de uns profetas da desgraça, iluminados por um deus menor, que se proclamam senhores da verdade e os únicos que sabem com linhas se cosem as danças e os bailinhos, quando afinal percebem disso tanto que por vezes na praticam até se negam a si próprios, e fazem-no por que as danças e agora também os bailnhos do Carnaval da Terceira sempre foram indisciplinados e sempre permitiram que cada um faça o que lhe der na real gana e, caso o público aceite, é só aperfeiçoar no ano seguinte ou partir para outra.
Não me venham cá com tretas, pois está mais que provado que este nosso carnaval que é talvez a festa mais indisciplinada do mundo, mas que funciona melhor que outros festivais, cuja organização ocupa muita gente e consome muitos milhares de euros.
Carnaval disciplinado é carnaval amordaçado.

Mestre de dança de espada segundo José Nuno
Mestre de dança de pandeiro Altares 1976
e assim se foi partindo para outras fases...
 MM