19 de maio de 2010
7 de abril de 2010
daRCena - 1ª Mostra de Teatro a Noroeste
Durante um requintado pequeno almoço, servido ontem pelas 10H00, no Restaurante Caneta, nos Altares, foi apresentada à comunicação Social, às entidades e instituições envolvidas, a DARCENA - 1ª. Mosta de Teatro a Noroeste.
MM
2 de abril de 2010
UMA FELIZ PÁSCOA
A palavra Páscoa vem do hebraico Pessach, que significa ressurreição, vida nova. Os antigos hebreus foram os primeiros a comemorar a Páscoa. Em termos históricos, ela celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito e a passagem através do Mar Vermelho. É com o sentido de libertação que, até hoje, os judeus celebram esta festa.
Para os cristãos a Páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. Ela é a principal festa do ano litúrgico cristão e, provavelmente, uma das mais antigas, pois surgiu nos primeiros anos do cristianismo. Por ser uma data móvel, no Hemisfério Norte a Páscoa coincide com a chegada da primavera, o Pessach também é a festa do início da colheita dos cereais e da chegada da nova estação.
Nos Estados Unidos as crianças brincam de caça ao ovo no domingo de Páscoa. Os ovos cozidos, decorados com tintas, são escondidos pelos pais no quintal ou dentro de casa.
Na Bélgica e na França, o silêncio invade as cidades, pois os sinos das igrejas não tocam entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo de Páscoa.
Diz a lenda local que os sinos voam para Roma até a Páscoa e quando voltam, deixam cair ovos para que as pessoas encontrem!
Na Bulgária, há o costume de colorir ovos cozidos após a missa na Quinta-feira Santa. Eles também fazem pães pascais chamados kolache ou kozunak (parecidos com o Panetone).
Um pão é decorado com número ímpar de ovos vermelhos e levado à igreja na madrugada de sábado. Os pães e ovos são abençoados e dados aos amigos turcos da família.
A Páscoa da Suécia lembra o dia das bruxas americano. Na quinta-feira Santa ou na véspera da Páscoa, as crianças suecas vestem-se de bruxos, visitam seus vizinhos e deixam um cartão decorado para conseguir doce ou dinheiro!
Na Índia promove-se o festival Holi, para lembrar como o deus Krishna apareceu. As pessoas dançam, tocam flautas e fazem comidas especiais. Então, é hora de visitar os amigos e experimentar o que cada um preparou! O dono da casa costuma marcar a testa de seus convidados com pó colorido.
Já na China, acontece o Ching-Ming. Durante essa festividade, as pessoas visitam os túmulos de seus ancestrais e fazem oferendas, como refeições e doces. O objetivo é deixar os ancestrais satisfeitos com seus descendentes.
Na Europa Oriental, Ucrânia, Estônia, Lituânia e Rússia, as pessoas presenteiam parentes e amigos com ovos coloridos. Armênios decoravam cascas de ovos intactos com figuras cristãs, da Virgem Maria e outros temas religiosos.
Para os cristãos a Páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. Ela é a principal festa do ano litúrgico cristão e, provavelmente, uma das mais antigas, pois surgiu nos primeiros anos do cristianismo. Por ser uma data móvel, no Hemisfério Norte a Páscoa coincide com a chegada da primavera, o Pessach também é a festa do início da colheita dos cereais e da chegada da nova estação.
Nos Estados Unidos as crianças brincam de caça ao ovo no domingo de Páscoa. Os ovos cozidos, decorados com tintas, são escondidos pelos pais no quintal ou dentro de casa.
Na Bélgica e na França, o silêncio invade as cidades, pois os sinos das igrejas não tocam entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo de Páscoa.
Diz a lenda local que os sinos voam para Roma até a Páscoa e quando voltam, deixam cair ovos para que as pessoas encontrem!
Na Bulgária, há o costume de colorir ovos cozidos após a missa na Quinta-feira Santa. Eles também fazem pães pascais chamados kolache ou kozunak (parecidos com o Panetone).
Um pão é decorado com número ímpar de ovos vermelhos e levado à igreja na madrugada de sábado. Os pães e ovos são abençoados e dados aos amigos turcos da família.
A Páscoa da Suécia lembra o dia das bruxas americano. Na quinta-feira Santa ou na véspera da Páscoa, as crianças suecas vestem-se de bruxos, visitam seus vizinhos e deixam um cartão decorado para conseguir doce ou dinheiro!
Na Índia promove-se o festival Holi, para lembrar como o deus Krishna apareceu. As pessoas dançam, tocam flautas e fazem comidas especiais. Então, é hora de visitar os amigos e experimentar o que cada um preparou! O dono da casa costuma marcar a testa de seus convidados com pó colorido.
Já na China, acontece o Ching-Ming. Durante essa festividade, as pessoas visitam os túmulos de seus ancestrais e fazem oferendas, como refeições e doces. O objetivo é deixar os ancestrais satisfeitos com seus descendentes.
Na Europa Oriental, Ucrânia, Estônia, Lituânia e Rússia, as pessoas presenteiam parentes e amigos com ovos coloridos. Armênios decoravam cascas de ovos intactos com figuras cristãs, da Virgem Maria e outros temas religiosos.
28 de março de 2010

O Pedra-Mó - grupo de teatro - estreia no dia 16 de Abril, 21H00, no Teatro Angrense, integrada na Temporada de Teatro de Angra do Heroísmo, a peça O VALENTÃO DO MUNDO OCIDENTAL de J. M. Synge.
Por razões que tem a ver com o acordado para a estruturação da 1ª. Mostra de Teatro A Noroeste e a Temporada de Teatro de Angra do Heroísmo, esta peça não vai ser apresentada na Mostra, quem a quiser ver, para já, fará o favor de acompanhar o Pedra-Mó no Teatro Angrense, onde se deseja ter uma plateia repleta de público. No entanto, pode-se já adiantar que o Pedra-Mó também vai fazer uma estreia na Mostra, a peça será "A Violência Doméstica, afinal..." de Carlos Cabral e Alberto Vilar.
Todos ao Teatro.
MM
25 de março de 2010
2 de março de 2010
27 de fevereiro de 2010
ACTUALIZAÇÃO II
Já podemos acrescentar mais algumas coisas ao publicado no dia, 4-02-10, ou seja já se sabe que espectáculos vão ser apresentados, embora na sua maioria não se saiba ainda onde e quando vão actuar, porque é necessário conjugar uma série de acções com a disponibilidade dos grupos e com os locais onde os mesmos espectáculos vão ser apresentados. Assim, como já estava previsto,a 1ª. Mostra de Teatro a Noroeste inicia pelas 19H00 do dia 30 de Abril. Nessa hora, na Junta de Freguesia do Raminho, ocorrerá a abertura da exposição de pintura de Carlos Estrela, após este acto, partiremos em direcção aos Biscoitos, com paragem nos Altares (na sede da Casa do Povo) para se proceder também à abertura da exposição "Rui Melo 18 anos de cenografia para o Pedra-mó", prosseguindo a marcha vamos de novo juntar-nos na Junta de Freguesia dos Biscoitos para proceder também à abertura da exposição "O Que é o Teatro" e tomar um copo de verdelho. Às 21H30, na Sociedade Recreativa Biscoitense, no Bairro de São Pedro, o Pedra-mó - grupo de teatro - estreia a peça "A Violência Doméstica, A final..."
Nos dias 30 de Abril, 1, 7 e 8 de Maio, a partir das 23H30, irá acontecer animação nocturna com música, poesia e humor: na Casa do Povo do Raminho realizar-se-á um género de café-concerto, com música e poesia de Álamo de Oliveira, esta será uma singela homenagem ao Álamo poeta na sua terra natal. Nos Biscoitos, no Snack bar O Pedro uma noite de música a cargo de Paulo Almeida e nos Altares duas noites com humor, uma no Bar RC e a outra na esplanada do Restaurante Caneta, respectivamente com os ALAPA e os TELENORTADA.
GRUPOS E PEÇAS A APRESENTAR
“Jantar de Idiotas” de Francis Veber
Pedra-mó – grupo de teatro –
“A Violência Doméstica, Afinal…” de Carlos Cabral e Alberto Vilar
O Vila
“Na Minha Rua!!!” de Guilherme Bizarro
O Teatrinho –
“NINO e PETRU”, criação do grupo
Grupo de Teatro da Soc. M. R. Terra Chã
“Três em Lua de Melo” de Jorge de Sousa
Teatro Livre
“A 10º Turista”, de Mendes de Carvalho, versão de Eduarda Borba
Grupo de Teatro da Ass. Cult. Porto Judeu
“A Última Vontade” de António Mendes e “Variedades”
Teatro da Sibila (companhia profissional)
"Profundo Mar Azul" de John Patrick Shanley
MM25 de fevereiro de 2010
24 de fevereiro de 2010
Louvo os Altares!
Alta falésia de ares
Bonitos, também ventosos,
Conhecida por Altares
E de mestres engenhosos.
A noroeste seus lagares
Com vizinhos amistosos;
De Presas e bons lugares,
Retalhos harmoniosos.
Pico Matias Simão,
O altar da beira-mar
Voando p'la minha mão…
No desnorte duma vida
Foi gaivota a espreitar
Meu adeus… na despedida.
Rosa Silva (“Azoriana”)
publico-o com muito prazer e gratidão
MM
23 de fevereiro de 2010
Adenda a "IMPROVISADORES DOS ALTARES XII"
Através da conhecida Rosa Silva http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/801974.html tomei conhecimento de que o Daniel Arruda, último improvisador evocado neste blog, já não fazia parte do número dos vivos, aqui fica pois a lamentável actualização, com desejos de paz para a sua alma e votos de que continue a rimar, onde quer que esteja.
MM 19 de fevereiro de 2010
IMPROVISADORES DOS ALTARES XII
Daniel António Almeida Arruda (o Daniel Almeida) nasceu nos Altares a 06 de Março de 1957, actualmente emigrado nos EUA a residir em São José da California, onde ainda hoje participa em cantorias.
Cantou pela primeira vez em público, nos Altares, aos 18 anos de idade, com o Ferreira Filho.
Ó José, se pensares bem,
P'ra onde a vida nos arrasta.
Infeliz de quem despede uma mãe
P'ra abraçar uma madrasta.
Eu lá trabalho e corro
Com meu filho e minha filha.
Mas a pensar quase morro
No amor da minha ilha.
Nota: Termina aqui o desfilar de nomes de pessoas nascidas ou que viveram nos Altares e que se dedicaram às rimas de improviso. São só e apenas os que foram identificados no trabalho J.H. Borges Martins. Porém, é do conhecimento público que alguns altarenses emigrados se têm dedicado a esta arte, alguns dos quais conheço pessoalmente, mas não tenho quaisquer dados sobre a sua actividade de improvisadores, existindo outros, que segundo penso, também o fazem. Assim, para não correr o risco de, por falta de informação, omitir, embora que involuntariamente, alguns nomes, optei por me cingir ao levantamento do J. H. Borges Martins e daqui saudar todos quantos possam ter alguma ligação aos Altares, extensivo a todos quantos, não sendo dos Altares, improvisam, nas cantorias ou pura e simplesmente entre amigos, pois esse exercício é óptimo e, se a pessoa se sente bem, reconforta a auto-estima.
MM
Cantou pela primeira vez em público, nos Altares, aos 18 anos de idade, com o Ferreira Filho.
Ó José, se pensares bem,
P'ra onde a vida nos arrasta.
Infeliz de quem despede uma mãe
P'ra abraçar uma madrasta.
Eu lá trabalho e corro
Com meu filho e minha filha.
Mas a pensar quase morro
No amor da minha ilha.
Nota: Termina aqui o desfilar de nomes de pessoas nascidas ou que viveram nos Altares e que se dedicaram às rimas de improviso. São só e apenas os que foram identificados no trabalho J.H. Borges Martins. Porém, é do conhecimento público que alguns altarenses emigrados se têm dedicado a esta arte, alguns dos quais conheço pessoalmente, mas não tenho quaisquer dados sobre a sua actividade de improvisadores, existindo outros, que segundo penso, também o fazem. Assim, para não correr o risco de, por falta de informação, omitir, embora que involuntariamente, alguns nomes, optei por me cingir ao levantamento do J. H. Borges Martins e daqui saudar todos quantos possam ter alguma ligação aos Altares, extensivo a todos quantos, não sendo dos Altares, improvisam, nas cantorias ou pura e simplesmente entre amigos, pois esse exercício é óptimo e, se a pessoa se sente bem, reconforta a auto-estima.
MM
17 de fevereiro de 2010
IMPROVISADORES DOS ALTARES XI
Abel Coelho Costa (o Abel) nasceu nos Altares a
04 de Agosto de 1926, e faleceu nos Estados Unidos da América do Norte, a 26 de Setembro de 1986. Pelo que antes se escreve fica a ideia de que o Abel teria emigrado para os EUA, mas não. O Abel casou para o Raminho, aí constituiu família e fixou residência.
O Abel Coelho Costa, para além de ser um improvisador que versejava com desembaraço, para o que muito contribuiu a sua experiência de vida e os seus conhecimentos, é autor de uma vasta obra, na sua maior parte
inédita e dispersa por particulares e agremiações recreativas várias, que
inclui, entre muitos outros, enredos para as populares danças
de Carnaval da Ilha Terceira, as seguintes:
- Dança de Camões;
- Santa Maria Vieira;
- Santa Maria Goretti;
- O Filho Pródigo;
- Santo António de Lisboa;
- Vida e Obra do Beato João Baptista Machado;
- A Família de Luzardo Figueiredo;
- Vida de Santa Margarida de Cortona;
- Santa Madalena;
- A Vida de São Bartolomeu;
- A Perseguição dos Judeus;
- Os Escravos;
- Santa Inês;
- O Segredo da Confissão;
- Aparição de Nossa Senhora de Fátima aos Três Pastorinhos;
- São Francisco Xavier;
- A Rainha Santa Isabel;
- O Menino Entre os Doutores da Lei.
"Nesta Vida há mistérios
Porque ela é atribulada.
Aí quantos parecem sérios
E não prestam p'rá nada
Portugal mergulhou em venenos
E envolveu-se em vendavais,
Porque os pequenos são muito pequenos
E os grandes, grandes demais..."
MM
9 de fevereiro de 2010
7 de fevereiro de 2010
DOMINGO MAGRO
Quando se fala em "magro" somos instintivamente levados a deixar o carnaval em paz e pensar amargamente no OE. Há pouco encontrei uma relíquia de 1920, quem quiser dar-se ao incómodo, poderá estabelecer paralelos interessantes entre aquela data e a actual. Trata-se da Ilustração Portugueza de 09/02/1920.
continua
MM
MM
6 de fevereiro de 2010
E EIS QUE FOMOS INVADIDOS POR UMA VAMPIRADA!
O Ricardo Araújo Pereira tem razão!
"...Os vampiros são um monstro que não inspira particular terror. São, no fundo, um monstro totó. Gostam de sangue, mas isso também os apreciadores de cabidela, e eu não tenho medo deles.
...
...Porque razão abandonaram os vampiros a Transilvânia e vieram povoar o resto do mundo? Por uma razão artística muito forte: porque vendem.
...
Os vampiros da minha infância andariam por aí a morder pescoços indiscriminadamente. A estes só lhes falta que a ASAE apareça a proibi-los de sugar artérias em restaurantes. Bananas"
MM
"...Os vampiros são um monstro que não inspira particular terror. São, no fundo, um monstro totó. Gostam de sangue, mas isso também os apreciadores de cabidela, e eu não tenho medo deles.
...
...Porque razão abandonaram os vampiros a Transilvânia e vieram povoar o resto do mundo? Por uma razão artística muito forte: porque vendem.
...
Os vampiros da minha infância andariam por aí a morder pescoços indiscriminadamente. A estes só lhes falta que a ASAE apareça a proibi-los de sugar artérias em restaurantes. Bananas"
MM
IMPROVISADORES DOS ALTARES X
Francisco Gonçalves Duarte (o Francisco Duarte) nasceu nos Altares a
13 de Agosto de 1912, e faleceu no Canadá - Montreal, em Abril de 1980.
O Francisco Duarte foi um improvisador que se empenhava com vigor e dos seus versos emergiam ditos por vezes mordazes que embaraçavam o cantador mais destemido. Compôs muitos "enredos" para danças de carnaval, entre as quais se destacam "Inês de Castro", "Brianda Pereira", "Carlos Magno", "Rainha Santa Isabel", "Joana D'Arc" etc.
Ó Ferreira não te metas,
Vais passar muita agonia;
E vais ver estrelas pretas
À hora do meio dia.
Falta aqui o José de Sousa,
Aquela fina planta;
Aquele que vale por mil
De qualquer homem que canta.
MM
O Francisco Duarte foi um improvisador que se empenhava com vigor e dos seus versos emergiam ditos por vezes mordazes que embaraçavam o cantador mais destemido. Compôs muitos "enredos" para danças de carnaval, entre as quais se destacam "Inês de Castro", "Brianda Pereira", "Carlos Magno", "Rainha Santa Isabel", "Joana D'Arc" etc.
Ó Ferreira não te metas,
Vais passar muita agonia;
E vais ver estrelas pretas
À hora do meio dia.
Falta aqui o José de Sousa,
Aquela fina planta;
Aquele que vale por mil
De qualquer homem que canta.
MM
4 de fevereiro de 2010
IMPROVISADORES DOS ALTARES IX
Francisco coelho do Álamo (o Francisco Tomás) nasceu nos Altares a
15 de Julho de 1910, onde faleceu a 30 de Março de 1978. Começou a cantar com 20 anos, com o João do Couto, nos Altares. Fez letras para danças e comédias. É autor da letra duma canção sobre a morte de Roberto Kennedy, gravada em disco,
Sejam felizes como um Jacob,
Valentes como um Sansão,
Pacientes como um Job,
Sábios como um Salomão.
O ser mãe é ser autora
Da mais sublime misssão.
Com Deus, a volaboradora
Na obra da criação.
MM
Sejam felizes como um Jacob,
Valentes como um Sansão,
Pacientes como um Job,
Sábios como um Salomão.
O ser mãe é ser autora
Da mais sublime misssão.
Com Deus, a volaboradora
Na obra da criação.
MM
Actualização I
Já se encontra estruturada a Mostra e temos uma novidade.
A Sociedade Recreativa Biscoitense que inicialmente, por razões de ordem técnica, não podíamos colocar ali nenhum espectáculo, vai finalmente integrar o projecto, ficando assim distribuídos os espectáculos:
Altares e Raminho 3 cada e Biscoitos 4 (um na Sociedade Recreativa Biscoitense e três na Sociedade Progresso Biscoitense).
Vão em simultâneo realizar-se três exposições: Altares (Casa do Povo) "Rui Melo 18 anos de cenografia para o Pedra-Mó"; Biscoitos (Junta de Freguesia) "O que é o Teatro" e Raminho (Junta de Freguesia) “Pintura de Carlos Estrela”
Integram esta Mostra os seguintes grupos terceirenses: Alpendre, Pedra-mó, O Teatrinho, O Vila, O Grupo de Teatro da Sociedade Musical da Terra Chã, o Teatro Livre e o Grupo de Teatro da Associação Cultural do Porto Judeu e ainda o Teatro da Sibila de Lisboa. Todos os grupos realizam um único espectáculo, com excepção do teatro da Sibila que vai apresentar-se nas três freguesias. Teremos então 8 grupos, para três freguesias e quatro palcos.
MM
3 de fevereiro de 2010
IMPROVISADORES DOS ALTARES VIII
Joaquina Cândida Gonçalves(a Joaquina Gregório) nasceu nos Altares a 19 de Janeiro de 1899, onde faleceu a 15 de Janeiro de 1989. Sabia ler e escrever e era nos balhos e terços do Espírito Santo que improvisava para responder aos parceiros
Noutro tempo eu era
No teu prato a melhor sopa.
Agora já sou veneno
A picar na tua boca
Vai-te, Vai-te passarinho
Por cima da verde rama;
Vai dizer ao amor dele
Que está aqui quem o ama.
MM
Noutro tempo eu era
No teu prato a melhor sopa.
Agora já sou veneno
A picar na tua boca
Vai-te, Vai-te passarinho
Por cima da verde rama;
Vai dizer ao amor dele
Que está aqui quem o ama.
MM
2 de fevereiro de 2010
IMPROVISADORES DOS ALTARES VII
João do Couto Martins (o João do Couto) nasceu nos Altares a 21-12-1895, onde faleceu a 05 de Maio de 1961, esteve emigrado nos EUA onze anos. As suas quadra, apesar de simples, tinham um sabor muito agradável.
Dou-te a esquerda e a direita
P´ra adquirires a bandeira.
Quem casa com mulher perfeita
Tem riqueza a vida inteira.
Antes sumo de cebola
Que ainda não esteja ardida,
que casar com mulher tola
E sofrê-la toda a vida.
MM
Dou-te a esquerda e a direita
P´ra adquirires a bandeira.
Quem casa com mulher perfeita
Tem riqueza a vida inteira.
Antes sumo de cebola
Que ainda não esteja ardida,
que casar com mulher tola
E sofrê-la toda a vida.
MM
31 de janeiro de 2010
IMPROVISADORES DOS ALTARES VI
Joaquim Gregório Gonçalves (o Joaquim Gregório) nasceu nos Altares a 15-11-1890 e faleceu nos EUA em 1978, emigrou para aquele país em 1915 de onde regressou quatro anos depois, voltando a emigrar em 1970. A ironia estava quase sempre presente nas suas cantigas:
Chamaste-me pequenino,
Já venho de geração;
Mesmo pequeno como sou,
Chego ao teu coração.
Tu não pesques em cakhetas,
Aonde o mar deita vagas;
Em mar alto não te metas
Conceição, que te alagas.
MM
Chamaste-me pequenino,
Já venho de geração;
Mesmo pequeno como sou,
Chego ao teu coração.
Tu não pesques em cakhetas,
Aonde o mar deita vagas;
Em mar alto não te metas
Conceição, que te alagas.
MM
29 de janeiro de 2010
IMPROVISADORES DOS ALTARES V
Francisca de Jesus Vieira, (a Tia Chica), nasceu nos Biscoitos a 05-09-1889 e faleceu nos Altares a 22-02-1987. Tia Chica Vieira improvisava cantigas saborosas nos terços do Espírito Santo, nas desfolhadas do milho e festas das matanças, onde animava o auditório, estas são dum terço nos Altares.
Venho cantar aos rapazes
Que aparecem no serão;
Mas há sempre um distraído
Que merece um beliscão.
Ó rapaz está atento
Ao que te vou dizer:
Se te queres namorar
Hás-de primeiro aprender
MM
Venho cantar aos rapazes
Que aparecem no serão;
Mas há sempre um distraído
Que merece um beliscão.
Ó rapaz está atento
Ao que te vou dizer:
Se te queres namorar
Hás-de primeiro aprender
MM
28 de janeiro de 2010
IMPROVISADORES DOS ALTARES IV
Teresa de Jesus Gonçalves, (a Teresa Gregório), nasceu nos Altares a
13-02-1889, onde faleceu a 27-10-1966. A Teresa Gregório travava longos duelos com melhores cantadores do seu tempo e respondia com muito acerto aos que, com leves gracejos, pretendiam tirar partido dos seus temas
Qual foi a tua demora,
Qual foi a tua tardança,
Que esse teu vir tão tarde,
Me causou desconfiança?
Não te quero, nem te deixo,
Nem te desabro a mão.
Nunca te disse que sim,
Nem te hei-de dizer que não.
MM
Qual foi a tua demora,
Qual foi a tua tardança,
Que esse teu vir tão tarde,
Me causou desconfiança?
Não te quero, nem te deixo,
Nem te desabro a mão.
Nunca te disse que sim,
Nem te hei-de dizer que não.
MM
26 de janeiro de 2010
IMPROVISADORES DOS ALTARES III
Maria de Jesus Gonçalves, (a Maria Gregório), nasceu nos Altares a 15-12-1886, onde faleceu a 20-06-1978. A Maria Gregório distinguiu-se a cantar nos terços no Espírito Santo e noutras festas regional, ranchos das matanças, etc. fez estas cantigas a um rapaz que era seu par no baile:
Se fores domingo à missa.
Põe-te em lugar que te veja;
Mão faças andar meus olhosSe fores domingo à missa.
Põe-te em lugar que te veja;
Em leilão pela igreja,
Toma lá esta prenda,
Não é nada de comer,
Um lenço de saudades
Que eu tenho de te ver.
MM
22 de janeiro de 2010
IMPROVISADORES DOS ALTARES II
Manuel Machado Barcelos, (o Manuel Barcelos), nasceu nos Altares a 26-12-1865 e faleceu a 20-04-1931. O Manuel Barcelos era, de entre os cantadores do seu tempo, talvez o mais rude e distanciava-se do convívio das pessoas para contemplar a natureza e elevar o seu pensamento para o céu.
Quando me lembro de Deus,
Sempre imploro e beijo a mão.
Para que ele nos perdoe
Como fez ao bom ladrão.
A hora negra da morte
É que eu temo; tenho medo...
Perdoai a nossa sorte,
Como perdoaste a Pedro!
MMIMPROVISADORES DOS ALTARES I
A aproximação do Carnaval faz lembrar o nossos improvisadores.
Ao rebuscar na prateleira esbarrei com o livro de J. H. Borges Martins " Improvisadores da Ilha Terceira" ao revê-lo resolvi identificar quantos Altarenses ali constam e fiquei surpreso, pois ao todo são doze, os que seguiram esta arte de dizer coisas rimando. Verifica-se que na segunda metade do século XIX e o primeiro quarto do século XX eram muitos os que por aqui improvisavam, ao contrário de actualmente. Julgo perceber-se que o maior responsável por tal facto, até porque aparecem muitas mulheres, se deve aos ranchos das matanças, onde as cantigas, de dentro de casa, eram de improviso, o que era um óptimo incentivo para a iniciação.
Hoje vamos lembrar FRANCISCO COELHO NETO, (o Coelho Neto) que nasceu, nos Altares, a 15-10-1846, e faleceu no Raminho a 5-10-1912. Não sabia ler nem escrever.
Quando passares pela gente,
Faz a tua cortesia.
Meu padrinho a sua bênção,
Haja saúde, adeus Maria.
Viva o José Simões
Que talha um aparelho;
Para pespontar o Machado
E engomar o José Coelho.
MM
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