17 de julho de 2010

EVOCANDO FLORBELA ESPANCA


Ser poeta é ser mais alto

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E
dizê-lo cantando a toda a gente!
         
                     Florbela Espanca
MM

16 de julho de 2010

REFLETINDO SOBRE A 1ª. MOSTRA DE TEATRO A NOROESTE

Imagens da peça DANY E O PROFUNDO MAR AZUL, pelo Teatro da Sibila com Carla Carreiro Mendes e Tiago Ortis.
Este foi um espectáculo escolhido para marcar a diferença. Essa diferença pretendia tocar os espectadores, e ao mesmo proporcionar aos grupos de teatro contactar com a técnica de representar a violência física de uma forma tão convincente que daí à realidade nos parece quase não existir espaço.
Este texto é do autor americano John Patrick Shanley, que,  para além,  de teatro escreve também para o cinema, foi assim que em 1987,  recebeu o Oscar para Melhor Argumento Original com o filme Feiticeiro da Lua e em 2004, recebe o Pulitzer de Teatro por Dúvida, também já adaptado ao cinema.
Imagem do convívio de encerramento que juntou a organização, instituições e entidades parceiras, alguns patrocinadores e ainda muitos dos que, estiveram nos bastidores, foram imprescindíveis na concretização desta que foi a prova de fogo necessária para marcar com muito rigor, que iniciativas deste ou de outro género, por zonas, indo além das nossas freguesias, são possíveis.
Até breve.
MM

11 de julho de 2010

FOI PILOTADO POR UM ALTARENSE QUE PELA PRIMEIRA VEZ UM AVIÃO, LEVANTOU VOO DE TERRA NOS AÇORES


AÇOR

Em 1929, as forças armadas portuguesas apoiam a construção do Campo de Aviação da Achada, na Ilha Terceira, com uma pista de 600 metros de extensão por 70 metros de largura. Foi daí que, a 4 de Outubro de 1930, descolou o primeiro avião, o monomotor Avro “AÇOR”, pilotado pelo Capitão Frederico Coelho de Melo.
Frederico Coelho de Melo, nasceu na Freguesia dos Altares, concelho de angra do Heroísmo, em 25 de abril de 1895. A 4 de Outubro de 1930, o então capitão Frederico Coelho de Melo, pilotando um avião monomotor biplano Avro 504K, batizado de Açor, que havia sido montado na ilha Terceira, efetuou a primeira descolagem de um avião em terra nos Açores, assinalando a inauguração oficial do aeródromo da Aviação Militar Portuguesa na Achada, na zona planáltica no interior da Ilha.
Esperamos poder voltar a este tema.
MM

10 de julho de 2010

EMBORA PAREÇA UM EXTRATERRESTRE NÃO É

 
Não sendo um extraterrestre só pode ser o que efectivamente é, parte externa da raíz  duma árvore gigantesca que fica em Lisboa no percurso entre S. Vicente de Fora e a Sé. Fotografada no dia de Santo António 2010, ou seja a 13 de Junho.
MM

A PROPÓSITO DA DISCUSSÃO PÚBLICA DO REGULAMENTO DE RESÍDUOS E LIMPEZA PÚBLICA PARA PARA O CONCELHO DE ANGRA DO HEROÍSMO

Rafael Bordalo Pinheiro colocou, há muito tempo, a questão como se pode ver.

A capa de A Paródia vem muito a propósito da discussão pública do referido Regulamento. Gostaria de confessar que me agradaria muito mais que os objectivos desse Regulamento se conseguissem pela educação para a cidadania, ao invés da caça à coima. Sabe-se que não será fácil, mas deveria-se começar por aí.
Na aplicação do Regulamento, quem vai vigiar quem? Não estejamos à espera que as infrações sejam punidas por denuncia, que isso não funciona. Esta é uma pequena pedrinha para o charco.
MM

8 de julho de 2010

HISTÓRIA DA IGREJA DE SANTA ENGRÁCIA




 

   História, aliás, curiosa
O atual templo situa-se no local de uma primitiva igreja, erguida em 1568, por determinação da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I de Portugal, por ocasião da criação da antiga freguesia de Santa Engrácia.
Em 1630 o cristão-novo. Simão Solis, foi injustamente acusado e ali queimado no ano seguinte, nascendo daí a lenda de uma maldição contra a igreja, vaticinando que as obras terminariam tanto, quanto justa era a causa da sua condenação.
Essa antiga igreja foi severamente danificada por um temporal em 1681, sendo a primeira pedra do atual edifício, o primeiro em estilo barroco em todo o país, lançada em 1682.
De facto as obras arrastaram-se até 1861 e só terminaram nos anos 6o do século XX, duraram tanto tempo que deram azo à expressão popular "Obras de Santa Engrácia", para designar algo que nunca mais acabava. 
A igreja só foi concluída em 1966, 284 anos após o início. Tem planta em cruz grega e é rematada por um zimbório (cúpula) gigante, bem visível do Tejo e margem norte. O interior é pavimentado com mármore colorido.
É Panteão Nacional desde abril de 1916, ali estão os túmulos dos Presidente da República Teófilo de Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona, dos escritores João de Deus, Almeida Garrett e Guerra Junqueiro, Amália Rodrigues, etc.. Situa-se no Campo de Santa Clara (feira da ladra) perto das estações de comboios e metro de Santa Apolónia.

Recentemente tive ocasião de fazer ali uma visita pormenorizada e fiquei impressionado com a sua gigantesca amplitude e riqueza em mármores.
MM

4 de julho de 2010

NO CENTENÁRIO DA NOSSA REPÚBLICA



SOBRE A REPÚBLICA DE PLATÃO

Platão inicia A República mostrando o que a justiça não é. Neste sentido, ele aponta que não é justo dar a cada um o que lhe é devido, não é justo dar ao amigo o que não lhe é adequado e prejudicar inimigos, não é justo, também, salientar, apenas o interesse do mais forte. A partir daí, Sócrates parece começar a apresentar os aspetos que envolvem o problema da justiça. Posterior a isto, então, Sócrates pergunta: “... Bem – continuei eu – mas, uma vez que parece que a justiça e o que é justo não eram nada disto, que outra coisa poderá dizer que são?...”.
Sócrates explica que a justiça é boa, por causa dos efeitos que ela faz surtir na alma…
Seguindo, isto, então, ele demonstra que a justiça é boa e a injustiça é algo ruim. Porém, ela não reside nas condutas individuais, mas nas comunidades, porquanto para se saber o que é a justiça no Estado, tem-se, também, que saber o que é um homem justo e para que se saiba o que é justiça, tem-se que investigar o surgimento do Estado. Segundo Sócrates, ele surge porque o homem não é autossuficiente como indivíduo e:

“... – Ora pois – disse eu – se considerássemos em imaginação a formação da uma cidade, veríamos também a justiça e a injustiça a surgir nela?
- Em breve o veríamos - retorquiu ele.
- Portanto, se assim sucedesse, havia esperança de mais facilmente vermos o que indagamos.
- Muito mais, com certeza.
- Parece-vos então que devemos tentar levar a cabo essa empresa? É que se me afigura que não é trabalho de pequena monta. Vede, pois.
- Já está visto – respondeu Adimanto – E não faças de outro modo.
- Ora – disse eu – uma cidade tem a sua origem, segundo creio, no fato de cada um de nós não ser autossuficiente, mas sim necessitado de muita coisa. Ou pensas que uma cidade se funda por qualquer outra razão? ...”.

Pelo fato do homem não ser autossuficiente, ele precisa manter uma relação de reciprocidade e, no caso do Estado justo, ao ser humano impõe-se a plena responsabilidade pela justiça, onde os homens justos vivem em confiança recíproca e eles são reciprocamente dependentes. Agindo desta forma, não há oposição entre indivíduos e Estado, eles se completam e devem auxílio mútuo, onde tudo gravita em torno da justiça. Por causa da sua tarefa ordenadora, ela é a virtude cardeal. Ela responde pela ordem social e da alma. Desta forma, A justiça como uma virtude cardeal, diz respeito à própria vida da alma.
Nestas circunstâncias, A República é uma teoria racional do Estado. Assim, Platão quer conhecer e formar o Estado perfeito para poder conhecer e formar o homem perfeito.
MM

1 de julho de 2010

TERMINOU O SONHO


 seleção de 1966

No dia 18 de dezembro de 1921, a Seleção Portuguesa de futebol defrontou, em Madrid, a sua congénere espanhola. Perdeu por 3 -1. O jogo ficaria para a história porque foi a primeira vez que uma representação nacional de futebol entrava em campo com a camisola das quinas. Daí para cá, Portugal já disputou mais de 430 jogos.
                    
A Seleção Portuguesa, que começara por ser, praticamente, um grupo de amigos apaixonados pelo futebol, tornou-se, aos poucos, uma paixão nacional. Ricardo Ornellas, um dos responsáveis pelo seu aparecimento, chamou-lhe um dia a «equipa de todos nós» e ainda hoje é assim que é conhecida e sobretudo sentida pelos portugueses.

Com os olhos postos no futuro, a Seleção Nacional - Clube Portugal, pode orgulhar-se do seu passado do qual se destacam brilhantes prestações em fases finais de Campeonatos da Europa e do Mundo.

Pois é, a história repetiu-se.

MM