É preciso que outras áreas: da cultura, do desporto, dos negócios, marquem presença, no continente e porque não em Lisboa. É urgente que isso aconteça, mas para tal é necessário levar as coisas muito a sério, de brincadeiras estamos todos muito cansados.
MM
25 de abril de 2011
24 de abril de 2011
23 de abril de 2011
19 de abril de 2011
NAS CRISES
22 de março de 2011
16 de março de 2011
O FMI
O FMI
Anda por aí uma "escola" de pensamento fácil que é de opinião que a vinda do FMI em socorro das finanças portuguesas seria naturalmente desejável, por significar empréstimos a juros mais baixos dos que o que são praticados pelos mercados onde o Estado português se financia e, no essencial, representaria um sossego para estes. Essa "escola" - claro! - nunca se perguntou por que razão, se o cenário é assim tão róseo, todos os países mostram a maior relutância de terem de recorrer ao FMI.
Essa doutrina, que despreza, em absoluto, as dimensões de perda de soberania que o recurso a essa ajuda implicaria, para além do imprevisível pacote de medidas acrescidas de rigor que nos seria imposto, esquece um ponto essencial: a dívida mais importante com que Portugal se defronta - que não é a do Estado, mas a dos bancos nacionais - não seria abrangida por essa operação de "rescue".
É estranho (será?) que poucos falem disto.
in: http://duas-ou-tres.blogspot.com
A MINHA IGNORÂNCIA
Por tudo o que se vem dizendo sobre o FMI eu não quero que aquele Fundo entre de novo em Portugal.
Por tudo o que dizem sobre o FMI, nós os menos dotados nestas matérias ,somos levados a concluir que o FMI é um clube de malfeitores que se governam à custa dos aflitos financeiramente. Pois bem, e aqueles que nos impõem juros tão altos semana a semana que dificilmente poderemos pagar, não serão também um clube de malfeitores?
Mas, o que me confunde mais ainda é o facto de Portugal ser membro do FMI desde há 50 anos., somos as sim levados a acreditar que se trata de umas coisa boa, senão Portugal já tinha batido com a porta. Então porque é que essa instituição internacional à qual pertencemos não serve para nos ajudar, mas continuamos lá enquanto ajuda outros? É confuso não é?
Há aqui muito por contar. É verdade que se diz que o segredo é a alma do negócio, mas isto já deixou de ser negócio para passar a ser uma roubalheira.
Gostava muito de ser esclarecido, porque quando me vão ao bolso eu e os outros temos o direito de não ficar calados,
MM
Numa pesquisa encontrei o que abaixo transcrevo:
“A economia portuguesa marca este domingo meio século desde a adesão ao Fundo Monetário Internacional (FMI), quando o país receia uma nova entrada - desta vez com a União Europeia - da instituição que interveio em Portugal em 1983 e 1977.
Com os mercados de dívida a tentar testar os limites das finanças públicas portuguesas e a tentar levar Portugal ao risco de incumprimento, a ameaça do Fundo Monetário Internacional (FMI) volta a aparecer na economia portuguesa, um regresso dos «homens de preto», como os portugueses chamaram aos técnicos da instituição nas intervenções passadas, escreve a Lusa.
Com os mercados de dívida a tentar testar os limites das finanças públicas portuguesas e a tentar levar Portugal ao risco de incumprimento, a ameaça do Fundo Monetário Internacional (FMI) volta a aparecer na economia portuguesa, um regresso dos «homens de preto», como os portugueses chamaram aos técnicos da instituição nas intervenções passadas, escreve a Lusa.
Se essas intervenções foram marcadas por políticas que tiveram, na altura, grandes consequências sociais, um eventual regresso da organização, dando apoio técnico ao fundo europeu de estabilidade financeira, seria mais suave, na opinião do historiador económico Pedro Lains.
«Portugal nunca pensou encarar FMI como amigo das horas difíceis»
Nos cinquenta anos desde que aderiu ao FMI Portugal passou de membro tranquilo e desconhecido a um dos primeiros casos de sucesso da instituição, disse o antigo ministro das Finanças, Braga de Macedo.
Nos cinquenta anos desde que aderiu ao FMI Portugal passou de membro tranquilo e desconhecido a um dos primeiros casos de sucesso da instituição, disse o antigo ministro das Finanças, Braga de Macedo.
«Portugal já era membro desde 1960, um membro ordeiro. Eu lembro-me que, quando visitei o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 1969, para fazer o meu primeiro livro, falei lá com o senhor Ragazzi, um italiano, que me disse: nunca vi cá um português» lembrou Braga de Macedo que integrou o Departamento de Pesquisa da instituição.
Se um dos objetivos do Estado à data da adesão, a 21 de novembro de 1960, era recolher o reconhecimento da comunidade internacional, depois do 25 de Abril de 1974, Portugal passou de membro tranquilo que nunca pensaria em recorrer ao Fundo a encarar o FMI como o amigo das horas difíceis, com as intervenções de 1977 e 1983, para salvar a economia portuguesa”.
Se um dos objetivos do Estado à data da adesão, a 21 de novembro de 1960, era recolher o reconhecimento da comunidade internacional, depois do 25 de Abril de 1974, Portugal passou de membro tranquilo que nunca pensaria em recorrer ao Fundo a encarar o FMI como o amigo das horas difíceis, com as intervenções de 1977 e 1983, para salvar a economia portuguesa”.
3 de março de 2011
COMO SE CHEGA À DATA DO CARNAVAL
Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa[5], com exceção do Natal. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.
O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.
No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.
A fórmula para cálculo manual, válida de 1900 a 2099, é a seguinte - do matemático alemão Karl Friedrich Gauss (1777-1855), na Enciclopédia Brasileira Globo:
Faça
A = o resto de (Ano ÷ 4)
B = o resto de (Ano ÷ 7)
C = o resto de (Ano ÷ 19)
D = o resto de [(19xC + 24) ÷ 30]
E = o resto de [(2xA + 4xB + 6xD + 5) ÷ 7]
A Páscoa será em 22+D+E de Março ou, se esse número for maior do que 31, em D+E-9 de Abril.
Correções: O resultado 25 de abril deve ser tomado como 18 de abril (se D=28 e C>10) e o resultado 26 de abril sempre como 19 de abril.
A = o resto de (Ano ÷ 4)
B = o resto de (Ano ÷ 7)
C = o resto de (Ano ÷ 19)
D = o resto de [(19xC + 24) ÷ 30]
E = o resto de [(2xA + 4xB + 6xD + 5) ÷ 7]
A Páscoa será em 22+D+E de Março ou, se esse número for maior do que 31, em D+E-9 de Abril.
Correções: O resultado 25 de abril deve ser tomado como 18 de abril (se D=28 e C>10) e o resultado 26 de abril sempre como 19 de abril.
MM
1 de março de 2011
SILÊNCIO QUE SE VAI TOCAR O FADO
Um Violino no Fado
Para quem aprecia música, aqui vai uma original interpretação de fado, com a 'voz do violino', de Natália Jusckiewicz.
Natalia é polaca e violinista residente em Portugal. Formada na Academia de Poznan, uma das escolas mais conceituadas do mundo, começou a carreira musical como intérprete solista e integrou orquestras e formações polacas de prestígio internacional.
Durante umas férias, apaixonou-se por Portugal e decidiu mudar-se. Adaptou-se à língua, à cultura e à maneira de ser dos portugueses.
Natalia formou-se na Academia de Poznan, uma das escolas mais conceituadas do mundo, começou a carreira musical como intérprete solista e integrou orquestras e formações polacas de prestígio internacional.
Durante umas férias, apaixonou-se por Portugal e decidiu mudar-se. Adaptou-se à língua, à cultura e à maneira de ser dos portugueses.
Natalia formou-se na Academia de Poznan, uma das escolas mais conceituadas do mundo, começou a carreira musical como intérprete solista e integrou orquestras e formações polacas de prestígio internacional.
MM
por cortesia de um amigo
17 de fevereiro de 2011
15 de fevereiro de 2011
CARNAVAL É SINÓNIMO DE INDISCIPLINA
Muito provavelmente já se aperceberam que o texto que antecede é, nada mais nada menos, que o assunto duma dança de carnaval de 1938, publicada no 2º. volume de AS DANÇAS DO ENTRUDO UMA FESTA DO POVO, de José Noronha Bretão, cuja autoria é atribuída, com alguma reserva, ao Francisco Duarte, natural dos Altares, muito embora eu não tenha dúvidas que efetivamente se trata desse autor.
Fiz questão de publicar este texto para o comentar, chamando a tenção para o facto das danças de espada, com dois mestres, que ao tempo, e até muito mais tarde, se faziam nos Altares eram compostas por uma terceira parte, que era claramente uma crítica de costumes, o que não me foi dado encontrar em danças feitas noutras localidades. Muito embora isso possa ter acontecido noutras freguesia, não era prática corrente, basta consultar outras danças escritas pelo mesmo Francisco Duarte para outras freguesias que não os Altares, o que prova que as danças de carnaval nunca tiveram manual, nem muito menos uma estrutura rígida que fixasse parâmetros dos quais não se podia fugir.
Vem isto a propósito de uns profetas da desgraça, iluminados por um deus menor, que se proclamam senhores da verdade e os únicos que sabem com linhas se cosem as danças e os bailinhos, quando afinal percebem disso tanto que por vezes na praticam até se negam a si próprios, e fazem-no por que as danças e agora também os bailnhos do Carnaval da Terceira sempre foram indisciplinados e sempre permitiram que cada um faça o que lhe der na real gana e, caso o público aceite, é só aperfeiçoar no ano seguinte ou partir para outra.
Não me venham cá com tretas, pois está mais que provado que este nosso carnaval que é talvez a festa mais indisciplinada do mundo, mas que funciona melhor que outros festivais, cuja organização ocupa muita gente e consome muitos milhares de euros.
Carnaval disciplinado é carnaval amordaçado.
6 de fevereiro de 2011
JÁ QUE O CARNAVAL SE APROXIMA…
1 de fevereiro de 2011
FRANCISCO FERREIRA DRUMOND
Francisco Ferreira Drummond nasceu na Vila de São Sebastião, 21 de janeiro de 1796, onde viria a falecer em 11 de setembro de 1858.
Foi um historiógrafo, paleógrafo, músico, organeiro e político com grande atividade cívica na vila de São Sebastião, na ilha Terceira, nos Açores.
O seu trabalho publicado ocupa um lugar de destaque na historiografia açoriana, sendo a base de boa parte das obras sobre a história dos Açores, em particular sobre a história da ilha Terceira.
Biografia
Filho de Tomé Ferreira Drumond, lavrador abastado, e sua esposa, Rita de Cássia, nasceu na casa de seus pais à rua da Igreja e foi batizado na Igreja Matriz da Vila de São Sebastião seis dias mais tarde, a 27 de janeiro de 1796.
A família Drumond estava então intimamente ligada ao magistério primário e à governança da Vila de São Sebastião, vindo a presidência da Câmara a ser ocupada por seu pai em 1821. O seu irmão, o Capitão de Ordenanças José Ferreira Drumond, dominou a vida política local durante v
Ferreira Drumond desde a infância revelou vocação para as letras e para a música, sob influência de seu tio paterno, o mestre-régio Francisco Machado Drummond.
Concluída a sua instrução primária, estudou Latim, Lógica e Retórica. As suas aptidões musicais, valeram-lhe a nomeação para o lugar de organista da Igreja Matriz da Praia da Vitória em 1811 (então com quinze anos de idade), cargo que ocupou até falecer. Complementarmente, trabalhou como organeiro, sendo chamado para manutenção e reparos desse tipo de instrumento em toda a ilha.
Tendo a vila de São Sebastião sido elevada a Concelho em 1822, foi eleito escrivão da Câmara Municipal. Nesse mesmo ano em que, segundo o novo sistema constituicional português, acedeu ao serviço público, aderiu ao liberalismo.
No ano seguinte, com a Vila-Francada em Portugal (1823), iniciam-se as perseguições políticas aos constitucionalistas, a que não ficou imune a Terceira. Francisco Ferreira, com outros, viu-se forçado a fugir, a 27 de julho, para a ilha de Santa Maria, depois para a ilha de São Miguel e de lá para a ilha da Madeira, terminando no continente, em Lisboa, onde esteve exilado por pouco mais de um ano. Com o fracasso da Abrilada (30 de abril de 1824), pode então retornar à Terceira, serenados os ânimos. Aqui participou ativamente das lutas da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) nesta ilha, que posteriormente descreveu nos seus "Anais da Ilha Terceira".
Quando de sua volta à vila de São Sebastião, acedera ao cargo de escrivão dos órfãos, secretário da Administração do Concelho Municipal, e tabelião. Em 1836 foi eleito Presidente da autarquia, cargo que exerceu por três anos. No seu exercício destacou-se pela defesa dos interesses de autonomia do Concelho, em que acabou vencido. Garantiu, entretanto, a canalização de água potável para a vila com a sua captação das nascentes do Cabrito e o seu aproveitamento para moagem, à época a maior obra hidráulica da Terceira e uma das maiores dos Açores.
Em 1839 foi eleito Procurador à Junta Geral. Exerceu ainda, durante vários anos, o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia.
Faleceu aos 63 anos incompletos de idade, na casa que tinha aforado da Santa Casa da Misericórdia na Travessa da Misericórdia, na Vila de São Sebastião. No contexto das comemorações dos cinco séculos da chegada à Terceira dos primeiros povoadores, Ferreira Drumond foi homenageado pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, em 14 de outubro de 1951, com um pequeno monumento nessa rua.
A casa em que viveu foi recentemente adquirida pela Santa Casa da Misericórdia local, estando previsto o seu restauro e requalificação em biblioteca associada da rede de leitura pública.
Obra
Além da carreira como músico e homem público, exerceu intensa atividade como paleógrafo, investigador e historiador. Na visão de José Guilherme Reis Leite, foi o "primeiro historiador científico dos Açores".[1] A sua preocupação com as fontes documentais levou-o a lutar para recuperar os textos antigos que lhe garantissem informações credíveis para redigir a história do arquipélago. Francisco Ferreira filiava-se, nesse sentido, ao movimento que desde a segunda metade do século XVIII em Portugal, renovava os estudos históricos, nos quais se destacavam os nomes de António Caetano do Amaral, João Pedro Ribeiro, visconde de Santarém e Alexandre Herculano. O profundo conhecimento de paleografia valeu-lhe, em 1845, a contratação, pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, para transcrição dos livros góticos existentes nos arquivos daquela autarquia. Nesse mesmo ano, ofereceu à mesma autarquia o manuscrito dos "Anais da Ilha Terceira", com 1420 páginas e 510 documentos, redigido segundo o critério cronológico típico dos Anais, cobrindo o período desde a descoberta e povoamento da ilha até ao ano de 1832.
A Câmara Municipal de Angra publicou a obra em quatro volumes, vindo a público respetivamente em 1850, 1856, 1859 e 1864. Em 1981 a Secretaria Regional da Educação e Cultura publicou uma reimpressão fac-similada da edição de 1850.
Para além desta - considerada uma das obras de referência da historiografia açoriana - e de muitos artigos dispersos pela imprensa da época, teve as seguintes obras publicadas:
Memória Histórica da Capitania da Praia da Vitória — editado pela Câmara Municipal da Praia da Vitória em 1846, 56 pp., Praia da Vitória. A obra foi reeditada inserta na coletânea Memória Histórica do Horrível Terramoto de 15.VI.1841 que Assolou a Vila da Praia da Vitória, edição da Câmara Municipal da Praia da Vitória, 1983.
Apontamentos Topográficos, Políticos, Civis e Eclesiásticos, para a História das Nove Ilhas dos Açores — obra inacabada deixada em manuscrito. Após um conturbado percurso, a obra foi editada em 1990 pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira, com 648 páginas.
MM
26 de janeiro de 2011
INTERMEDIO, LA BODA DE LUIS ALONSO. J. GEMINEZ, LUCERO TENA
No clássico cabe tudo, do rock até às castanholas em concerto. Este conjunto está um mimo. Foi oferta dum amigo.
MM
MM
12 de janeiro de 2011
DESDE O DIA 1 QUE ME PERGUNTO: QUE FAZER COM ESTE ANO NOVO?
Pela parte que toca, sinto que vou olhar-te com um misto de indiferença e preocupação.
Tudo quanto me disseram nos meses que te antecederam, provocou em mim um estado de alma que tive muita dificuldade em aceitar o teu aparecimento. Porquanto, há ainda a agravante de me vires impingir as consequências de tantas coisas, que outros conduziram muito mal no passado, e que agora te impõem, que eu, e tantos como eu, que não fomos tidos nem achados para a criação do buraco negro que trazes no ventre, sejamos obrigados a suportar. Esta é uma situação que me irrita muito, ao mesmo tempo que me deixa incomodado e mal humorado, por não me terem perguntado se eu estava disponível para, voluntariamente, ajudar a pagar o rombo que alguns humanos, que de humanos não terão nada, possuidores de muito dinheiro e com projetos para conseguirem mais e mais, investindo o menos possível, embebidos ainda de requintes de uma desonestidade tal, que colocaram a vida em pantanas para quantos (e somos uma maioria) já andávamos a sentir alguma dificuldade em manter esta mania de honestidade, que infelizmente caracteriza os homens sérios.
MM
1 de janeiro de 2011
PARA QUÊ FESTEJAR O ANO NOVO?
IMAGEM DE SATÉLITE DO INSTITUTO DE METEOROLOGIA MOSTRA O FMI JÁ BEM PERTO DE PORTUGAL. A SUA APROXIMAÇÃO EVOLUIU DESFAVORAVELMENTE PARA NÓS NAS ÚLTIMAS HORAS
As doze badaladas da nossa meia-noite do dia 31 de dezembro, ou de outro dia qualquer, não significam, por imposição dos fusos horários, que todos estejamos no mesmo dia e naquele momento. Por isso, quando nós nos considerámos caídos em 2011, não se interroguem, sim caídos! Meditem bem, se nos dizem que este ano vai ser uma treta, só quem for tótó é que entra num ano destes de livre e expressa vontade.
Manda a tradição brindar com espumante e comer 12 passas de uva enquanto formulamos mentalmente os nossos desejos para o novo ano que entra. Mas para que gastámos nós, dinheiro que não tínhamos no espumante e nas passas, se o destino do ano já estava traçado? E foi traçado sem que nos perguntassem como gostaríamos do traçado?
Ano novo, vida nova. Isso era dantes. Agora será talvez ANO NOVO, MORTE CERTA.
Retomando a forma como iniciei esta reflexão, não seria melhor que mudássemos todos no mesmo momento de ANO? Já sei que vão perguntar, como? Não interessa se de dia ou de noite, era bonito mudarmos todos (mundo inteiro) de ano simultaneamente. Festejávamos juntos e, para além der ser uma festa de arromba, estávamos ocupados com os festejos, ao mesmo tempo.
Ora, deste modo, e já que o nosso futuro não é traçado por nós, mas sim por uns mafiosos que se escondem nos recantos mais controversos do planeta, mandando os seus capangas executar-nos financeiramente, enquanto dormimos. Pode muito bem que o tenham feito enquanto bebíamos o nosso espumante e comíamos as nossas passas?
Todos sabemos que tudo isto não se passa assim, mas se eles é que são os técnicos e se enganam uns aos outros e nós é que NOS lixamos, não podemos refletir sobre este estado de coisas senão de forma grosseira e com repulsa.
Apesar de tudo, BOM ANO!
MM
31 de dezembro de 2010
26 de dezembro de 2010
PRELÚDIO DE NATAL
Tudo principiava
pela cúmplice neblina
que vinha perfumada
de lenha e tangerinas
pela cúmplice neblina
que vinha perfumada
de lenha e tangerinas
Só depois se rasgava
a primeira cortina
E dispersa e dourada
no palco das vitrinas
a primeira cortina
E dispersa e dourada
no palco das vitrinas
a festa começava
entre odor a resina
e gosto a noz-moscada
e vozes femininas
entre odor a resina
e gosto a noz-moscada
e vozes femininas
A cidade ficava
sob a luz vespertina
pelas montras cercada
de paisagens alpinas
sob a luz vespertina
pelas montras cercada
de paisagens alpinas
História Antiga
Era uma vez, lá na Judeia, um rei. Feio bicho, de resto: Uma cara de burro sem cabresto E duas grandes tranças. A gente olhava, reparava e via Que naquela figura não havia Olhos de quem gosta de crianças. E, na verdade, assim acontecia. Porque um dia, O malvado, Só por ter o poder de quem é rei Por não ter coração, Sem mais nem menos, Mandou matar quantos eram pequenos Nas cidades e aldeias da nação. Mas, por acaso ou milagre, aconteceu Que, num burrinho pela areia fora, Fugiu Daquelas mãos de sangue um pequenito Que o vivo sol da vida acarinhou; E bastou Esse palmo de sonho Para encher este mundo de alegria; Para crescer, ser Deus; E meter no inferno o tal das tranças, Só porque ele não gostava de crianças. (Miguel Torga) |
Dia de Natal
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas
António Gedeão
19 de dezembro de 2010
MUDOU O NATAL OU MUDÁMOS NÓS?
Quando eu era miúdo a vida e os tempos eram difíceis. Tenho ideia de que no Natal dava-se mais evidência ao aspeto religioso e às visitas ao “mijo” do menino. As prendas ou ofertas, como lhe queiram chamar, eram quase exclusivamente pelo “Pão por Deus”, aí tínhamos de certeza ofertas dos pais, dos avós, dos tios e dos padrinhos e alguns vizinhos.
A pouco e pouco, aos presépios foi-se adicionando a árvore de natal e a falar-se muito mais no pai natal. Muitos dos presépios desapareceram das casas, ficando a árvore de natal, que com a vinda da eletricidade era e é muito mais decorativa, sim porque é de decoração que se trata infelizmente, foi-se instituindo as ofertas pelo Natal, ato este que levou ao quase total desaparecimento das ofertas pelo “Pão por Deus”.
Depois de feitas estas transferências, nas calmas, foi só subir a parada e pressionar-nos com todos os meios disponíveis na economia de mercado. E, eis-nos neste infernal burburinho em que tudo se impinge, tudo se vende e tudo se quer comprar, no meio duma correria louca para não deixamos nada ao acaso, onde até as empresas que negoceiam com dinheiro nos vem seduzir, o pior é o depois.
Julgo que o que se passou com a economia mundial, (ocidental?) foi exatamente o que se passou com o natal (comercial), salvo as devidas distâncias e ampliada milhões de vezes.
Depois veem dizer-nos que se não compramos o comércio cai, a seguir podem cair as fábricas e vamos todos para o desemprego e lá temos o grande problema da economia.
Já reparam com certeza que os produtos (roupa e outros) que nos impingem pelo Natal, a 2 de janeiro do novo ano, estão com descontos de 30, 40, 50%. Por isso fica-nos a ideia de que pelo Natal, tempo da paz e do amor, andámos a ser explorados, de novo as leis do mercado a funcionar e a lixar-nos, e quando esses tais leis que gerem a economia falham, apesar de muitas vezes com os seus negócios nos terem lixado em nome do progresso, ainda somos nós que temos de apertar o cinto.
Urge mudar muita coisa, quer neste arraial de compras em nome do Natal, que nessa tal economia global em que muita gente se encheu e agora pagamos todos. Isto não se resolve acudindo aos famintos um mês por ano. A fome atua 365 dias por ano e 24 horas por dia. É por isso que tem de haver NATAL todo o ano e também na economia. Eu não sei como isso se reformula, e pelos vistos os entendidos também não, Deus tenha compaixão de nós.
Um Bom Natal para todos!
MM
13 de dezembro de 2010
3 de dezembro de 2010
9 de novembro de 2010
1 de novembro de 2010
OS CHAMADOS PRETOS DO MONTE BRASIL
Os retratos de Gungunhana feitos durante o período do exílio em Angra do Heroísmo são os de um homem só, amargurado com a derrota, remoendo em silêncio as memórias das suas muitas rainhas e do enorme tesouro que acumulou à custa de dádivas, impostos e saques. «Aos poucos, a vida vai nele arrefecendo, cansada de humidade, frio e céu cinzento», relata Maria da Conceição Vilhena em Gungunhana, Grandeza e Decadência de um Império Africano. «Os seus prolongados silêncios seriam sem dúvida o espaço de um amargo rememorar. Um ócio arrastado, sombrio, de desencantamento, que acelera o envelhecer. É o leão de Gaza transformado num cordeiro.» Muitos açorianos recordam hoje histórias familiares em que avós ou bisavós, ainda crianças, nutriam enorme ternura por Gungunhana, correndo para ele nas ruas da cidade e aninhando-se de um salto no seu braço vigoroso. O protagonista de algumas das histórias seria provavelmente Zixaxa, mais adaptado à terra – outros relatos nasceriam simplesmente na imaginação agridoce de quem temeu deparar-se um dia com «os pretos do Monte Brasil» e, depois, absolveu a sua presença na ilha.
Gungunhana morre a 23 de Dezembro de 1906, vítima de hemorragia cerebral, segundo consta das notícias dos jornais. É enterrado na véspera de Natal, numa cerimónia realizada segundo os princípios cristãos e a que assistiram os seus três companheiros de degredo. Quatro dias depois celebrar-se-ia o décimo primeiro aniversário da sua prisão. Mas tanta coisa acontecera entretanto... Em Portugal, Mouzinho de Albuquerque havia-se suicidado, a cidade do Porto resistira a uma peste bubónica, Lisboa assistia a espectáculos frequentes de cinema. Ao redor do mundo, as mulheres inglesas reclamavam direito de voto, os irmãos Wright haviam conseguido pôr no ar o Flyer I, Einstein inventara a Teoria da Relatividade. A morte de um pobre alcoólico, mesmo despojado de um império apenas suplantado em África pelo califado de Sokoto, era uma pobre efeméride.
Gungunhana «morreu sem uma simples homenagem», lamenta então o jornal Portugal, Madeira e Açores – outros jornais limitar-se-iam a notícias breves. No cemitério da Conceição, no extremo-norte da massa urbana de Angra do Heroísmo, os seus ossos ficariam na sepultura apenas enquanto esse espaço não fosse indispensável a outro defunto. O seu destino final, caso ninguém os reclamasse, seria a vala comum. O regresso a Moçambique, na altura ainda uma província ultramarina, não passaria de uma anedota ridícula.
Gungunhana
Chefe tribal poderoso e terceiro imperador dos Vátuas, Gungunhana nasceu em 1839, em Moçambique, e morreu em 1906, em Angra do Heroísmo. O seu reinado teve início em 1884.
Colocado perante a colonização europeia, Gungunhana pretendia prestar vassalagem a Portugal, mas a tirania que usava na relação com o seu povo levou a que o governo português pusesse fim às suas actividades cruéis. Travados vários combates, entre os quais os de Marracuene, Mongul e Coolela, Gungunhana foi derrotado pelas forças de Eduardo Galhardo e aprisionado em Chaimite pelo capitão Joaquim Mouzinho de Albuquerque, corria então o ano de 1895.
Trazido para Lisboa, Gungunhana não mais voltaria a território de Moçambique. Foi primeiramente encarcerado em Monsanto, de onde mais tarde, a 23 de Junho de 1896, foi transferido para Angra do Heroísmo. Aí aprendeu a ler e a escrever e foi convertido à força ao cristianismo e baptizado com o nome de Reynaldo Frederico Gugunhana.
A 23 de Dezembro de 1906, Gungunhana morreu, no hospital militar de Angra do Heroísmo, vítima de hemorragia cerebral.
A 15 de Junho de 1985, por ocasião do décimo aniversário da independência de Moçambique, os Presidentes Ramalho Eanes e Samora Machel aceitaram a transladação dos restos mortais do resistente colonial, Gungunhana (ou Ngungunhane), para a Fortaleza de Maputo.
Ngungunhane (1850-1906), ou Gungunhana, (sentado à esquerda) com seu filho Godide (em pé, à direita, com a mão no ombro do pai), Molungo (sentado, à direita de Godide ) e Zixaxa (de pé à direita). Foto tirada em Angra do Heroísmo, Açores (Abril, 1899).
29 de outubro de 2010
DE NOVO EM ANGRA
Depois de ter estreado, no Teatro Angrense, no passado dia 16 de Abril, de novo em Angra, mas desta feita, na sede do Alpendre, que vem abrindo as portas ao Pedra-mó - grupo de teatro - no Outono.
O Valentão do Mundo Ocidental
Uma Comédia de John Millington Synge
SINOPSE
O Valentão do Mundo Ocidental é a obra-prima de Synge, a peça que lhe trouxe fama internacional. Ao fazer com que Christy Mahon, o Valentão, acredite que matou o pai, ainda que tal não tenha acontecido, Synge explora as possibilidades cómicas do tema edipiano que envolvem tanto o parricídio como o incesto. Esta comédia esplêndida e extravagante adquire ressonâncias trágicas quando Synge, mais uma vez, faz contrastar o mundo do sonho ou da ilusão (o mundo do Valentão) com o mundo da realidade crua que não pode ser redimida pela imaginação (o mundo dos camponeses). Quando a peça foi apresentada pela primeira vez no Teatro da Abadia, em Dublin, o público provocou um tumulto, chocado com a violência da acção e com a imagem da Irlanda que ela veiculava.
MM
A BEM DA NAÇÃO, DESPACHEM-SE
Com esta imagem de 1892, em que o Rafael Bordalo Pinheiro tenta mostrar como todos estavam preocupados com o estado do pais, para em roda pé afirmar que todos o veem pelos olhos do Mestre Zé Dias. Eu, que tenho brincado um pouco com esta situação, já começo a ficar preocupado, não ainda com as consequências do orçamento, mas sim com a forma como a opinião pública está a ser bombardeada com imensas e variadas opiniões, muitas delas parecendo grandes disparates. Se, naquele tempo, só o mestre Zé Dias tinhas olhos para o estado da nação, o que não era nada plural, pelo contrário, hoje, são tantos os que se perfilam a comentar a situação, que, apesar de podermos escutar inúmero pontos de vista, estamos a ficar intoxicados ou traumatizados ao ponto de, mesmo que tenhamos orçamento, já não teremos cabeça para o aturar. Por outro lado, os que estão com as mãos no orçamento, ou seja os partidos políticos, formam dois blocos distintos, um composto pelos partidos que são contra todos os orçamentos e logicamente seriam contra este, a declararem frontalmente que vão votar contra e os restantes que só nos dizem meias coisas e já nos estão a enervar ao ponto desejarmos, 24 horas por dia, que houvesse eleições.
A bem da Nação, deixem passar a expressão, despachem-se em favor do interesse nacional e deixem de pensar no jogo partidário. Nem ao fundo do túnel se houve falar de ideologias, então o que os impede de colocarem os interesses nacionais à frente de tudo?
Às vezes ficamos com a ideia de que os partidos só pensam no interesse nacional nas campanhas eleitorais, se pensam!
MM
26 de outubro de 2010
DESPIR O POVO
Para que conste e também para nosso consolo, não foi só no século XXI que o povo teve de "largar a casca".
MM
21 de outubro de 2010
O GOVERNO EM SALDO
para ler melhor carregue na imagem
Cuidado, não se apressem que este saldo já foi em 1879.
Embora não possamos ir aos saldos podemos estabelecer comparações.
in, O António Maria, 12 de Junho de 1879.
MM
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