21 de dezembro de 2016
6 de abril de 2016
20 de dezembro de 2015
31 de dezembro de 2013
22 de dezembro de 2013
Litania para o Natal de 1967
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
num sótão num porão numa cave inundada
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
dentro de um foguetão reduzido a sucata
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
numa casa de Hanói ontem bombardeada
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
num presépio de lama e de sangue e de cisco
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
para ter amanhã a suspeita que existe
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
tem no ano dois mil a idade de Cristo
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
vê-lo-emos depois de chicote no templo
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
e anda já um terror no látego do ventoVai nascer esta noite à meia-noite em ponto
para nos pedir contas do nosso tempo
David Mourão-Ferreira
5 de dezembro de 2013
15 de janeiro de 2012
AQUI PODERÁ ESTAR PARTE DA ORIGEM DA CRISE
Distribuiu-se muito "peixe" (dinheiro) nos ditos e pretensos países desenvolvidos, onde se perdeu o hábito de "pescar" (trabalhar para comer) e lá se vai o Estado Social, que, para além de lixar os que viveram até agora à sombra desse Estado, vai lixar também aqueles (classe média) que até agora contribuíram, sem poder fugir, para manter esse Estado que deu a quem merecia, mas que também muito deu a quem não quis "pescar".
(a imagem é originária de Galeriacores)
11 de janeiro de 2012
8 de janeiro de 2012
Portugal 120 anos depois da bancarrota de 1892
7 de Abril de 2011
Não
é a primeira vez que Portugal se vê nestas alhadas de ter que declarar
bancarrota e socorrer-se da ajuda externa. Em 1892 o país teve que
estender a mão e declarar uma bancarrota parcial numa crise que se
arrastou por mais de 10 anos.
A implementação da República no Brasil em 1889 e a crise do Banco
Barings inglês colocou as finanças portuguesas num ponto quase caótico.
Portugal começou a recorrer ao empréstimo estrangeiro para assegurar o
pagamento do coupon da dívida (e com isso endividando-se mais)
mas sem sucesso. Então optou-se por um estratagema de vender a
exploração de tabaco por 15 anos perante uma determinada “renda”. A
verba anual de 4250 contos foi uma pequena esmola em 1891 e após vários
ministros da fazenda que se foram demitindo por impossibilidade de tirar
o país do buraco, o ministro da fazenda Oliveira Martins apresentou um
orçamento ao parlamento a 13 de Fevereiro de 1892. Neste orçamento
propunha um aumento da tributação dos títulos de dívida pública para
30%, dos impostos sobre os ordenados dos funcionários públicos e das
corporações administrativas para 12,5%, 15% às contribuições predial,
industrial e sumptuária, e 12,6% sobre os rendimentos de rendas de
casas. No entanto a comissão da Fazenda limitou estes aumentos de
impostos e o ministro demitiu-se em Maio.
A 13 de Junho de 1892 o estado anunciou oficialmente a
impossibilidade de pagar os juros da dívida pública e a bancarrota foi
declarada e a crise política instalou-se até pelo menos o convénio de
1902 e eventualmente até à implantação da república (18 anos).
No meio desta crise um dos projectos adiados de Portugal foi o do
metro de Lisboa. As capitais do mundo estava neste momento a construir
os seus metropolitanos. Londres em 1863 foi a primeira, Nova Iorque
seguiu-se em 1868, Budapeste e Glasgow em 1897 e Paris em 1898. Em
Lisboa a ideia de um metro foi discutida em 1885 por proposta dos
engenheiros Costa Lima e Benjamim Cabral. Em 1888 o engenheiro militar
Henrique da Lima e Cunha apresentou um projecto à associação de
engenharia portuguesa intitulado “Esboço de traçado de um Caminho de Ferro Metropolitano em Lisboa”.
Nada disto pode ir avante e foi preciso esperar por 1949 (quase 60
anos) para que o projecto renascesse e foram precisos mais 10 para que
no final de 1959 finalmente o metro abrisse as portas com 6,5Km e 11
estações.
A história ensina muito a quem estiver disposto a
olhar para ela com cuidado. É fácil ver nesta descrição semelhanças
gritantes com algumas coisas que ocorreram nos últimos tempos em
Portugal. Desde os projectos megalómanos em que insistimos, aos aumentos
de impostos, às demissões e oposições, é possível ver que os tempos que
se aproximam não serão fáceis. Infelizmente penso que a crise será
longa à semelhança da que aconteceu há 120 anos, o que não quer dizer
que tenhamos que ser miserabilistas ou pessimistas sobre o nosso futuro.
Os tempos futuros serão de crise, de sacrifícios por vezes até
extremos. A história pode dar-nos pistas e também mostrar os erros que
fizemos para não os repetir. Infelizmente acho que alguns políticos
dormiam nas aulas de história.
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5 de janeiro de 2012
2 de janeiro de 2012
31 de dezembro de 2011
29 de dezembro de 2011
1890 - HUMILHAÇÃO PARA PORTUGAL PROTAGONIZADA POR INGLESES, ALEMÃES E FRANCESES, AMIGOS DA ONÇA, DESDE TEMPOS IDOS
O famoso Mapa Cor de Rosa (1886) cuja contestação, pela Inglaterra, levaria ao humilhante Ultimatum,
de 1890... O ultimato do governo britânico, então chefiado pelo
primeiro ministro Lord Salisbury, foi entregue a 11 de Janeiro de 1890
na forma de um Memorando que exigia a retirada das forças
militares portuguesas, chefiadas pelo major Serpa Pinto, do território
compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola (actuais Zimbabwé e
Zâmbia). Essa vasta região, de Angola à contra-costa, era reivindicada como direito histórico por Portugal. O famoso Mapa cor-de-rosa terá
nascido justamente da Conferência de Berlim (1884/85), na altura em que
as grandes potências europeias (Inglaterra, Alemanha e França) disputam
entre si a partilha de África...
Cartoon do grande Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905)... A claudicação de
Portugal face às exigências britânicas será vista como uma suprema
humilhação nacional pelos republicanos portugueses, que crucificaram o
governo e o rei D. Carlos I. António
de Serpa Pimentel será então nomeado primeiro-ministro, na sequência da
queda do governo. Estes acontecimentos estão também na origem da
criação de A Portuguesa, o nosso futuro hino nacional.
ANO NOVO ATRÁS DAS GRADES, O TAL QUE ANTES DE NASCER JÁ TEM O DESTINO TRAÇADO
Não é muito simpático estarmos a desejar um Ano Novo muito bom, quando aqueles que deram cabo de tudo e agora tentam, às nossas custas, endireitar o que já nasceu torto, não deixaram um milímetro de liberdade ao Novo Ano para agir de moto próprio.
Precisamos sim estar atentos, por que uma desgraça nunca vem só, e, é mais que certo, que virão no Novo Ano, por essa europa abaixo, uns mensageiros da desgraça e vão querer aproveitar-se da situação, ao abrigo das desgraças troikiano-infernais já implantadas e institucionalizadas, com a intenção de nos tirar o que já não temos.
Será bom não esquecer o ditado que nos lembra: " tudo o que nasce torto tarde ou nunca se endireita", Por isso amigos, em vez dum Bom Ano desejo para todos saúde e muita presença de espírito para estarmos atentos aos falsos profetas. - cuidado que eles vestem de fato e gravata, fazem-se transportar em aviões particulares e carros de alta segurança e tem secretárias e capangas para os serviços mais sujos -.
MM
Precisamos sim estar atentos, por que uma desgraça nunca vem só, e, é mais que certo, que virão no Novo Ano, por essa europa abaixo, uns mensageiros da desgraça e vão querer aproveitar-se da situação, ao abrigo das desgraças troikiano-infernais já implantadas e institucionalizadas, com a intenção de nos tirar o que já não temos.
Será bom não esquecer o ditado que nos lembra: " tudo o que nasce torto tarde ou nunca se endireita", Por isso amigos, em vez dum Bom Ano desejo para todos saúde e muita presença de espírito para estarmos atentos aos falsos profetas. - cuidado que eles vestem de fato e gravata, fazem-se transportar em aviões particulares e carros de alta segurança e tem secretárias e capangas para os serviços mais sujos -.
23 de dezembro de 2011
OLHARES SOBRE A CRISE EM TEMPO DE NATAL
“Uma nação em crise não precisa de plano. Precisa de homens.”
( Eugênio Gudin )
“A crise histórica da humanidade reduz-se à crise de direção...
(Leon Trotsky)
“A pior das crises é a crise do dicionário.”
(José Ortega y Gasset)
“Quando escrita em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade.”
(John F. Kennedy)
“A intensidade da propaganda da crise, poderá ditar a velocidade do fio da guilhotina sobre a economia de um país.”
(Ivan Teorilang)
“Qualquer que seja a crise de tua vida, nunca destruas as flores da esperança para que possas colher os seus frutos.”
(Konrad Lorenz)
“Nas grandes crises, o coração parte-se ou endurece.”
(Honoré de Balzac)
“Os momentos de crise suscitam um redobrar de vida nos homens.”
( François René )
“Não existe crise económica, mas sim crise de falta de vergonha.”
(Anthony Garotinho)
“É sabido que nos momentos de crise é que se cresce. Mas eu já bati com a cabeça no teto. “
(Mário Cury)
“Face às crises da vida. Não te revoltes. Serve.”
(Emmanuel)
Numa época de crise em que todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lenços.
(desconhecido)
“As pequenas coisas. Não existe nada maior."
(desconhecido)
"O maior erro é tentar fazer tudo certo."
(desconhecido)
"Uma mudança deixa sempre o caminho aberto para outras."
(Nicolau Maquiavel)
"A verdadeira grandeza é a que não depende da humilhação dos outros."
(Alexandre Dumas)
"Aquilo a que chamamos acaso não é, não pode deixar de ser, senão a causa ignorada de um efeito conhecido."
(Voltaire)
"Não tenhas medo da perfeição, nunca vais atingi-la."
(Salvador Dali)
"São as atitudes que determinam o valor de cada um. O que tu dizes, com todo respeito, é apenas o que tu dizes."
(desconhecido)
"Quero ser todas as coisas. Bem sei que a aurora tem a chave escondida em bosques raros, mas saberei encontrá-la."
(Federico G. Lorca)
"Era muito bom conseguires que a tua cabeça e o teu coração trabalhassem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos."
(Woody Allen)
"Não tomes decisões quando estiveres com raiva. Não faças promessas quando você estiveres feliz."
(desconhecido)
"Vai dar tudo certo...depois que tudo der errado."
(desconhecido)
"Com o tempo tu percebes que para ser feliz precisas aprender a gostar de ti, a cuidar de ti e, principalmente, a gostar de quem também gosta de ti."
(Mário Quintana)
"Entre a dor e o nada, eu fico com a dor."
(William Faulkner)
"A renúncia é a libertação. Não poder é perder."
(Fernando Pessoa)
"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar.
(Caio Fernando Abreu)
"Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã e vai dormir à noite, e nesse meio tempo faz o que gosta."
(Bob Dylan)
( Eugênio Gudin )
“A crise histórica da humanidade reduz-se à crise de direção...
(Leon Trotsky)
“A pior das crises é a crise do dicionário.”
(José Ortega y Gasset)
“Quando escrita em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade.”
(John F. Kennedy)
“A intensidade da propaganda da crise, poderá ditar a velocidade do fio da guilhotina sobre a economia de um país.”
(Ivan Teorilang)
“Qualquer que seja a crise de tua vida, nunca destruas as flores da esperança para que possas colher os seus frutos.”
(Konrad Lorenz)
“Nas grandes crises, o coração parte-se ou endurece.”
(Honoré de Balzac)
“Os momentos de crise suscitam um redobrar de vida nos homens.”
( François René )
“Não existe crise económica, mas sim crise de falta de vergonha.”
(Anthony Garotinho)
“É sabido que nos momentos de crise é que se cresce. Mas eu já bati com a cabeça no teto. “
(Mário Cury)
“Face às crises da vida. Não te revoltes. Serve.”
(Emmanuel)
Numa época de crise em que todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lenços.
(desconhecido)
“As pequenas coisas. Não existe nada maior."
(desconhecido)
"O maior erro é tentar fazer tudo certo."
(desconhecido)
"Uma mudança deixa sempre o caminho aberto para outras."
(Nicolau Maquiavel)
"A verdadeira grandeza é a que não depende da humilhação dos outros."
(Alexandre Dumas)
"Aquilo a que chamamos acaso não é, não pode deixar de ser, senão a causa ignorada de um efeito conhecido."
(Voltaire)
"Não tenhas medo da perfeição, nunca vais atingi-la."
(Salvador Dali)
"São as atitudes que determinam o valor de cada um. O que tu dizes, com todo respeito, é apenas o que tu dizes."
(desconhecido)
"Quero ser todas as coisas. Bem sei que a aurora tem a chave escondida em bosques raros, mas saberei encontrá-la."
(Federico G. Lorca)
"Era muito bom conseguires que a tua cabeça e o teu coração trabalhassem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos."
(Woody Allen)
"Não tomes decisões quando estiveres com raiva. Não faças promessas quando você estiveres feliz."
(desconhecido)
"Vai dar tudo certo...depois que tudo der errado."
(desconhecido)
"Com o tempo tu percebes que para ser feliz precisas aprender a gostar de ti, a cuidar de ti e, principalmente, a gostar de quem também gosta de ti."
(Mário Quintana)
"Entre a dor e o nada, eu fico com a dor."
(William Faulkner)
"A renúncia é a libertação. Não poder é perder."
(Fernando Pessoa)
"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar.
(Caio Fernando Abreu)
"Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã e vai dormir à noite, e nesse meio tempo faz o que gosta."
(Bob Dylan)
22 de dezembro de 2011
PORTUGAL ESTÁ A ATRAVESSAR A PIOR CRISE
Que fazer?
Que esperar?
Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.
Eça de Queirós, in 'Correspondência (1891)
Que esperar?
Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.
Eça de Queirós, in 'Correspondência (1891)
14 de dezembro de 2011
4 de dezembro de 2011
O Homem Deveria ser a Medida de Tudo
O homem deveria ser a medida de tudo. De facto, ele é um
estranho no mundo que criou. Não soube organizar este mundo para ele, porque
não possuía um conhecimento positivo da sua própria natureza. O enorme avanço
das ciências das coisas inanimadas em relação às dos seres vivos é, portanto,
um dos acontecimentos mais trágicos da história da humanidade. O meio
construído pela nossa inteligência e pelas nossas intenções não se ajusta às
nossas dimensões nem à nossa forma. Não nos serve. Sentimo-nos infelizes.
Degeneramos moralmente e mentalmente.
São precisamente os grupos e as nações em que a
civilização industrial atingiu o apogeu que mais enfraquecem. Neles, o retorno
à barbárie é mais rápido. Permanecem sem defesa perante o meio adverso que a
ciência lhes forneceu. Na verdade, a nossa civilização, tal como as que a
antecederam, criou condições em que, por razões que não conhecemos exactamente,
a própria vida se torna impossível. A inquietação e a infelicidade dos
habitantes da nova cidade têm origem nas instituições políticas, económicas e
sociais, mas sobretudo na sua própria degradação. São vítimas do atraso das
ciências da vida em relação às da matéria.
Alexis Carrel, in 'O Homem esse Desconhecido'
3 de dezembro de 2011
EIS QUE A NOROESTE SURGE MAIS UM ARTISTA
É ele Luís Fernando Pinheiro Brum, natural dos Biscoitos, arquitecto paisagista, que ontem deu a conhecer ao público terceirense a sua aptidão para o desenho. Trata-se duma exposição que está patente ao público no Foyer do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo. Merece uma apreciação calma e minuciosa, tal como minuciosos são os traços que resultam nos muitos desenhos ali expostos. Parabens ao Luís Fernando, que afirmava que a execução daqueles desenhos lhe dera muito gozo e aos pais, em cujos olhos se notava uma merecida ponta de orgulho.
MM
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